Prefeitura de Goiânia prepara retomada gradual do comércio a partir o dia 1º

Na segunda-feira será retomada atividades nas imobiliárias,  mercados municipais e treinos de futebol

Comércio antes da pandemia de coronavírus | Foto: Reprodução

É aguardada para manhã desta quinta-feira, 28, a apresentação do planto de retomada das atividades comerciais elaborado pela Prefeitura de Goiânia. Essa nova medida vai permitir que atividades não essenciais possam reabrir, desde que cumpram critérios sanitários e regras para evitar o contágio do coronavírus. A decisão foi tomada após reuniões feitas pelo Comitê de Crise, nesta quarta-feira, 27.

Na segunda-feira, dia 1º junho, poderão voltar as atividades as imobiliárias e os mercados municipais. Também serão liberados os treinos de futebol. O presidente da Câmara Municipal, Romário Policarpo (Patriota), acompanhou a reunião que debateu a volta dos treinos dos times de futebol. Segundo ele, já nesta quinta-feira um decreto será publicado permitindo os clubes retomarem os treinos. “Vai ter os pontos para dizer como será, quais os cuidados e regras”, diz.

Além do futebol, imobiliárias e mercados municipais, outras setores como shoppings, feiras e centros comerciais devem retomar as atividades, mas só a partir do dia 8 de junho. “Obviamente será com muitas restrições, não será uma abertura de tudo como era antes”, aponta Romário Policarpo.

Para a decisão de retomar as atividades não essenciais, o prefeito Iris Rezende apontou que desde o surgimento da pandemia tem procurado tomar medidas para controlar a propagação do contágio e por isso consegue planejar a retomada da economia. Ele disse contar com a “contribuição de cada pessoa, utilizando a máscara e evitando ajuntamentos para que, daqui a pouco, tudo em Goiânia esteja aberto”. 

A secretária de Saúde de Goiânia, Fátima Mrué, disse que os critérios foram definidos para retomar alguns segmentos de forma “segura para a população e, se possível, de forma escalonada”, contemplando as mais de 80 propostas de flexibilização recebidas pela prefeitura nas últimas semanas.

Segundo Mrué, o plano foi construído em diálogo com empresários e entidades que ajudaram na construção da retomada das atividades. “Não significa que vão abrir segunda-feira, terça ou na outra semana, mas é um plano que contempla em longo prazo, até o final da epidemia, os momentos em que uma determinada atividade possa ser liberada”, explica, ao acrescentar que vão começar a ser liberadas de acordo com o risco de transmissão da doença .

“Atividades que aglomeram pessoas provavelmente serão as últimas a serem liberadas”, disse. Fátima também explicou que a situação epidemiológica da cidade hoje é próxima ao pico de contaminação e a preocupação é com a “capacidade assistencial, mais especificamente de leitos de UTI”.

“Então o que temos que fazer é ajustar a taxa de transmissão à nossa capacidade assistencial. Nesse momento nós temos uma situação em que a taxa de ocupação é de 80%, ou seja, uma taxa que nos preocupa, então não podemos abrir mais nenhum segmento que coloque a população em risco”.

A prefeitura seguiu o decreto estadual de 19 de abril, que limita o funcionamento das atividades consideradas essenciais. O retorno, após mais de dois meses das regras estaduais, depende de sinalização positiva da Secretaria Municipal de Saúde. A última portaria foi no dia 4 de maio e recomenda a não flexibilização das atividades não essenciais à população.

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