Prefeitura de Goiânia libera 100% de público nos estádios

Para infectologista, eventos do tipo são brechas para o desenvolvimento de novas variantes

Na terça-feira, 9, a Prefeitura de Goiânia publicou uma medida no Diário Oficial do Município que libera a entrada de 100% do público nos estádios de futebol. Para comparecer as partidas, será necessário a apresentação de documento de esquema vacinal completo ou teste PCR negativo para a COVID-19, além do uso de máscaras. Para infectologista, o momento não é ideal para liberação de eventos desse porte.

“Essas liberações nessas épocas são complexas porque você começa a abrir brechas para outras variantes. A gente precisa trabalhar as liberações”, alertou o infectologista Marcelo Daher. Contudo, para a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Goiânia está preparada para liberação do público total nos estádios. “Goiânia tem avançado na vacinação da população e isso é muito positivo. Precisamos ampliar essa cobertura de vacinados para que possamos voltar às atividades de forma mais segura”, afirmou a secretária executiva da SMS, Luana Ribeiro.

Mesmo com as medidas sanitárias, Daher explica que o fato do estádio ser um lugar aberto, onde há muita circulação de ar, o perigo continua. “O risco diminui, mas não se elimina e a gente sabe que essas pessoas não irão usar máscara o tempo todo”, afirmou.

A SMS disse que a baixa ocupação em leitos de hospital bem como os poucos casos confirmados de Covid-19 nas testagens ampliadas foi o que trouxe segurança para liberar 100% da capacidade, além de outros eventos testes. Ainda segundo a secretaria, “todos os pedidos de correções necessárias foram enviados aos clubes, que foram adequando os locais de jogos com, por exemplo, a instalação de dispenser de álcool disponível a todos”.

O infectologista afirma que agora a consciência de correr ou não o risco fica com a própria população. “Uma pessoa com 70 anos, com hipertensão, diabetes, não deve ir a um estádio”, alertou.

Conforme a SMS, mais de 80% da população de Goiânia está vacinada com a 1ª dose e cerca de 60% com esquema vacinal completo.

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