Prefeitura de Goiânia: Iris é o mais forte para 2016, mas o caminho é longo

Especulações a respeito da possível candidatura do líder peemedebista foram avaliadas por vereadores peemedebistas da capital. Panorama é o de que articulações ainda demandam tempo e que o PMDB precisa ser reformulado

Iris Rezende tem apoio de vereadores de de Goiânia | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

Iris Rezende tem apoio de vereadores de de Goiânia | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

Ainda é cedo. Essa é a sensação que alguns dos vereadores do PMDB repassam ao comentar que o partido poderá ter o ex-governador Iris Rezende como pré-candidato à Prefeitura de Goiânia em 2016. O cuidado se dá pelo recém-encerrado período eleitoral e, também, pela distância em que se encontram as eleições municipais. Outros, dizem ser válido adiantar as discussões, pois a política é dinâmica.

Em entrevista ao Jornal Opção Online, o presidente da Câmara Municipal, Clécio Alves, opina que, antes de tudo, é preciso saber quais são as intenções do líder da legenda. O vereador disse que ficou sabendo da possibilidade de Iris Rezende — que já chefiou o Executivo municipal por duas vezes — lançar-se pela imprensa. “Primeiro, é preciso que seja ouvido para saber se quer entrar em um projeto como esse. É preciso interesse”, relata, informando que não tratou do assunto com o ex-prefeito.

A força política de Iris Rezende na capital, ressalta, ficou evidente nas eleições ao governo estadual. Sem o candidato do PMDB, não haveria segundo turno em Goiás, acredita. “Ele tem todos os predicados e condições caso queira pleitear.” Em Goiânia, foram 258.863 votos, que corresponde a 36,63% da preferência.

Ligado aos quadros da Comurg, Izídio Alves prefere não comentar o caso, já que não “sentou” com Iris Rezende, sua referência política. Para ele, não é cedo para abordar o assunto, pois política se faz a todo o momento. “Todo mundo tem o direito de falar: todos os dias e todas as horas.”

Paulo Borges: antecipação é “errônea”

Paulo Borges: antecipação é “errônea”

Precoce, mas necessário

Dele, discorda Paulo Borges, que vê como precoce a possibilidade do decano do partido ser cogitado. “Temos dois anos de administração de Paulo Garcia”, ressalta. Nesse intervalo de tempo, avalia, o PMDB precisa ser realinhado e reestruturado, listou. O diálogo é prematuro, considerou também, principalmente pelo respeito ao petista e à sua base. A antecipação, segundo ele, foi feita de forma “errônea”.

Presidente do diretório metropolitano, Mizair Lemes Júnior analisa dois pontos: a decisão pessoal do ex-governador em se dispor para a disputa e a vontade da população em querê-lo como candidato — o que teria sido demonstrado no primeiro e segundo turno das eleições. A votação em Goiânia, destaca, foi vitoriosa. “É um natural candidato que o PMDB tem. E o hoje, é o meu pessoal à prefeitura. Depende só dele, que sempre está guerreiro no partido”, comenta, relembrando o imbróglio envolvendo Iris Rezende e o empresário Júnior Friboi. O dirigente concorda com Izídio Alves: política é feita diariamente.

Eudes Vigor e Clécio Alves: Iris Rezende é o melhor nome

Eudes Vigor e Clécio Alves: Iris Rezende é o melhor nome

À altura

Ao ser consultado pela reportagem, Eudes Vigor foi curto e grosso: “Você tem um nome melhor para sugerir? Neste momento, é o único que temos e que está preparado. É o nome à altura”. Caso isso se confirme, indicou que a candidatura será uma boa oportunidade para a formação de chapada de vereadores na Câmara de Goiânia. Na visão dele, não adianta a legenda querer se renovar sem ter opções robustas para as eleições.

A opção por Iris Rezende está acima de qualquer discussão em relação à capacidade e competência. Esta a visão da líder do prefeito Paulo Garcia (PT) na Câmara, Célia Valadão. “Tenho profundo comprometimento. Com certeza, como já demonstrou em outras oportunidades, ele tem muito a oferecer caso exerça outro mandato”, previu a representante do petista.

Alertando que o PMDB precisa ter posições definidas em relação a 2016, a vereadora observa que o período de articulações a ser considerado é o de um ano apenas, que “passa rápido”. Recentemente, o deputado federal Ronaldo Caiado (DEM) — eleito para o Senado na coligação peemedebista — disse que apoiará Iris Rezende caso concorra à prefeitura.

Para Célia Valadão, a promessa do parlamentar federal fez aumentar sua admiração e apreço pelo democrata, o que foi reforçado após a aliança PMDB-DEM. “Foi uma honra ajudar a elegê-lo. A participação do PMDB foi fundamental, o que gera grande expectativa.”

Célia Valadão, líder de Paulo Garcia

Célia Valadão, líder de Paulo Garcia

Falar sobre a possibilidade da sucessão de Paulo Garcia em 2014, para a líder, é normal. “Pois é um processo distinto o de apoiar um e outro”, indicou, comparando que a eleição do petista advém da aliança PMDB-PT. “Temos que entender que é diferente. Ao término do projeto do PT, é preciso pensar na sucessão em Goiânia [pelo PMDB], sem problemas, pois o atual prefeito não será candidato [pois está em seu segundo mandato]”, disse.

No início desta semana, o deputado estadual reeleito (e ex-vereador pela capital, que se elegeu com o apoio de Iris Rezende) Bruno Peixoto reforçou ao Jornal Opção Online que o partido tem o ex-governador definido para a disputa do Paço Municipal.

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