Prefeitura de Goiânia anuncia retomada das obras do BRT

Acordo foi intermediado pelo MPF e contou com participação da Caixa. Ministro das Cidades havia anunciado repasse de recursos

A Prefeitura de Goiânia informou, nesta quarta-feira (28/2), que assinou acordo com o Consórcio BRT-Goiânia que permitirá a retomada das obras do BRT Norte Sul, paralisadas desde junho do ano passado. A expectativa é que isso ocorra já nos próximos dias.

Segundo a nota, o acordo foi intermediado pelo Ministério Público Federal (MPF) e contou com a participação Caixa Econômica Federal.

No último mês, o ministro das Cidades, Alexandre Baldy, havia anunciado que as empresas EPC e WGV, responsáveis pela obra, voltariam a receber os recursos oriundos do governo federal, o que possibilitaria a volta dos trabalhos.

A conclusão do corredor exclusivo de transporte coletivo, que terá 21,8 quilômetros de extensão, ligando o Terminal Cruzeiro do Sul, em Aparecida de Goiânia, ao Terminal Recanto do Bosque, na Região Noroeste de Goiânia, está prevista para 30 de outubro de 2020.

“No entanto, [o prazo] poderá ser encurtado, mediante acordo entre a Prefeitura de Goiânia e o Consórcio BRT-Goiânia, na hipótese de o Município obter recursos extras que lhe permitam antecipar os aportes de sua contrapartida”, escreveu a gestão Iris Rezende (MDB).

Paralisação das obras 

As obras do BRT foram paralisadas em julho do ano passado após suspensão do repasse de R$ 10 milhões por parte da Caixa ao consórcio formado pelas empresas EPC e WGV. Os recursos foram retidos após apontamentos da Controladoria Geral da União (CGU) e do Tribunal de Contas da União (TCU) de que itens e materiais estariam acima e outros abaixo do preço.

Idealizado para ligar as regiões norte e sul de Goiânia, as obras paralisadas, além de custar mais de R$ 1 milhão por mês aos cofres públicos, vêm servindo agora também para acumular lixo e criar mosquito da dengue, conforme mostrou o Jornal Opçãono final do último ano.

Em recentes entrevistas, o prefeito Iris Rezende tem insistido em culpar a Caixa Econômica Federal pela paralisação das obras. “Nós estamos chamando à responsabilidade a Caixa. Ela está devendo uma explicação a Goiânia. Por que recebeu da nossa administração o dinheiro que faltava para a obra, autorizou e depois suspendeu?”, declarou em tom indignado o emedebista durante o último mutirão de 2017.

Patrocinada pelo governo federal, a obra do BRT é um dos principais projetos da última administração. O corredor exclusivo de transporte coletivo terá 21,8 quilômetros de extensão, do Terminal Cruzeiro do Sul, em Aparecida de Goiânia, até o Terminal Recanto do Bosque, na Região Noroeste de Goiânia. Serão 148 bairros atendidos, com expectativa de 120 mil usuários por dia.

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