Prefeitura e administrativos da Educação encerram negociação sem acordo sobre greve
26 agosto 2026 às 16h00

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A Prefeitura de Goiânia encerrou, nesta terça-feira, 25, a mesa de negociações com os trabalhadores administrativos da Rede Municipal de Educação, que estão em greve. A decisão interrompe as tratativas sobre a reestruturação da tabela de vencimentos e do Plano de Carreira da categoria.
Com o encerramento das negociações, as propostas apresentadas anteriormente pela administração municipal foram retiradas. A greve, por sua vez, continua.
Prefeitura diz que chegou ao limite nas negociações
Em nota, a Prefeitura afirmou que manteve diálogo com os trabalhadores durante as negociações e apresentou três propostas, com mudanças sucessivas na tentativa de chegar a um acordo.
Segundo o município, a última proposta correspondia ao limite financeiro que poderia ser assumido pela gestão neste momento sem comprometer as contas públicas. Como a maioria da categoria rejeitou a oferta, a administração considerou encerrado o atual ciclo de negociação.
A Prefeitura informou ainda que comunicará oficialmente ao Tribunal de Justiça o resultado das tratativas e adotará medidas para buscar o restabelecimento integral das atividades nas unidades da Rede Municipal de Educação.
Apesar de considerar encerrada a mesa, a administração afirmou que permanece aberta ao diálogo institucional e defendeu que eventuais medidas de valorização dos servidores sejam compatíveis com a responsabilidade fiscal.
A proposta apresentada pelo município previa uma reestruturação gradual da tabela de vencimentos, com impacto financeiro estimado em R$ 62 milhões até 2030.
O prefeito Sandro Mabel (União Brasil) afirmou que a medida buscava iniciar a correção de problemas acumulados ao longo dos anos. Segundo ele, apesar de a proposta não representar o cenário considerado ideal pela categoria, seria um ponto de partida para a reconstrução do plano de carreira.
Mabel também atribuiu a administrações anteriores o que classificou como uma “dívida histórica” com os trabalhadores da Educação e afirmou que a gestão buscou formular uma alternativa compatível com a capacidade financeira do município.
Bia de Lima critica encerramento das tratativas
A deputada estadual Bia de Lima (PT), que participa das discussões, classificou a decisão da Prefeitura como unilateral e afirmou que o encerramento da mesa pode dificultar a construção de um acordo entre os servidores e a administração municipal.
“Foi uma decisão unilateral que prejudica o andar das questões que estão colocadas”, afirmou Bia.
Para a deputada, ainda havia espaço para negociação. “Quando ele rompe com as negociações, ele toma uma posição de ir para o enfrentamento”, disse.
Greve continua
A paralisação dos trabalhadores administrativos permanece. Segundo Bia de Lima, a mobilização segue respeitando a decisão judicial que determina a manutenção de 70% dos servidores administrativos em atividade.
A deputada afirmou que, na avaliação do sindicato, a rede municipal já funciona há algum tempo com número reduzido de profissionais. Ela relacionou a situação à sobrecarga de trabalho e defendeu novas contratações.
Bia também criticou os salários pagos a parte dos servidores e afirmou que há trabalhadores que dependem de complemento para alcançar o salário mínimo.
“Nós vamos fazer uma manifestação amanhã lá na porta do Paço”, afirmou. Segundo a deputada, a mobilização busca pressionar a administração municipal pela retomada das negociações.
O Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego) também divulgou posicionamento sobre o impasse.
Leia mais: Greve dos servidores da Educação de Goiânia começa nesta segunda com 70% do efetivo


