Prefeitura cede novamente e médicos decidem suspender greve

Sindicato optou por voltar às atividades após reunião com secretários municipais. Maioria das reivindicações foram atendidas

Reunião entre o Simego, Prefeitura e Ministério Público, que resultou na suspensão da greve dos médicos | Foto: Prefeitura de Goiânia

Reunião entre o Simego, Prefeitura e Ministério Público, que resultou na suspensão da greve dos médicos | Foto: Prefeitura de Goiânia

Os médicos da rede municipal de Goiânia voltarão às atividades nesta sexta-feira (24/4). Após reunião entre o Sindicato dos Médicos no Estado de Goiás (Simego), secretários e integrantes do Ministério Público, a categoria optou por suspender a greve — instaurada há mais de uma semana.

De acordo com informações do presidente do sindicato, dr. Rafael Cardoso Martinez, o prefeito Paulo Garcia (PT) voltou atrás e cedeu às reivindicações. “Estamos dando um voto de confiança. Esperamos que tudo que nos foi prometido seja cumprido”, relatou ele ao Jornal Opção Online.

Das seis principais exigências dos médicos, cinco delas vão ser atendidas. São elas: o pagamento da data-base de 2014 e 2015, que será feito em abril e maio, respectivamente; a reposição da insalubridade, de 30%, bem como quinquênio de 10% (já previsto na Reforma Administrativa; Transição dos contratos de todos os médicos, passando-os de credenciados para Contratos por Tempo Determinado (CTD); e melhores condições de trabalho.

Sobre este último item, inclusive, o presidente adianta que no dia 29 de abril a Prefeitura se comprometeu a apresentar um cronograma junto ao Ministério Público que detalhará as melhorias que serão feitas nas unidades de saúde. Problemas de insumo também já estão superados, garantiu o Paço.

No que diz respeito ao retroativo da data-base de 2014, Rafael explica que não houve resposta positiva, mas que o sindicato “buscará na Justiça” o direito retirado pelo prefeito.

O único ponto que não foi integralmente atendido foi o cumprimento do Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV) em relação à progressão vertical e horizontal, mas que este “pode ser negociado sem que, necessariamente, haja greve”.

Contudo, o presidente do Simego relata que todo o decidido nesta noite (23/4) é apenas um compromisso da Prefeitura, por esse motivo, a assembleia não foi encerrada: “Está em aberto. Poderemos chamar uma nova a qualquer momento, caso haja descumprimento do acordo”.

A Prefeitura encaminhou nota comemorando a suspensão da greve dos médicos. As outras categorias da Saúde têm reunião marcada para a próxima sexta-feira (24) e a greve continua. Já a Educação realiza assembleia em frente ao Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo), onde estão internados professores agredidos pela Guarda Municipal nesta quinta (23), no Paço Municipal.

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