Prefeito de Caldas Novas e demais detidos em operação têm prisão prorrogada

Prefeito de Caldas Novas e mais oito são acusados de estarem envolvidos em fraudes licitatórias

Prefeito de Caldas Novas, Evandro Magal (PP) | Foto: divulgação

Após um pedido do Ministério Público Estadual de Goiás (MP-GO), a Justiça determinou na noite dessa segunda-feira (17/9) a prorrogação da prisão temporária  do prefeito de Caldas Novas, Evandro Magal (PP), e os outros oito presos na Operação Negociata. Os nove estão detidos no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia e são suspeitos de lavagem de dinheiro e fraudes em licitações da prefeitura.

Segundo o MP-GO, a investigação, que começou há cerca de dois anos, apurou fraudes de pelo menos 10 licitações. Os dados da Justiça afirmaram que empresas fantasmas chegaram a ganhar processos faturando cerca de R$ 1 milhão.

As licitações envolviam empresas fornecedoras de matérias elétricos para iluminação, informática e serviço de assessoria. Além disso, de acordo com o promotor, Tiago Galindo, coordenador do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MP-GO, os estabelecimentos pertencem a pessoas próximas do prefeito.

Os promotores também encontraram, durante a operação, uma quantia aproximada de 120 mil dólares, um revólver de calibre 38, cheques e documentos em endereços de Goiânia, Caldas Novas, Morrinhos, Itumbiara, Aruanã e Aparecida de Goiânia. Na capital, policiais cumpriram mandados na sede nacional de uma empresa investigada, que fica no Setor Esplanada do Anicuns, na região norte da capital.

Além do Gaeco, a operação foi realizada em parceria com as polícias Civil, Militar e Federal. Durante a deflagração da operação cinco prisões foram feitas em Caldas Novas, duas em Goiânia e uma em Santa Vitória (MG). Mais detalhes de como o grupo agia não foram divulgados porque o procedimento está correndo parcialmente em sigilo.

Em entrevista ao Jornal Opção, o advogado de Magal, Leandro Silva, reforçou que não há provas contra o prefeito e argumenta que o MP sequer procurou seu cliente durante o período que durou as investigações. “Trata-se de fato muito antigo, supostas interceptações ocorridas no ano de 2015, não servem para lastrear prisão no mês de setembro de 2018”, defende.

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