Prefeito de Águas Lindas cobra ações do governo federal no Entorno

Hildo do Candango participa de reunião com Conselho de Desenvolvimento Integrado do Entorno do Distrito Federal (Coaride) para resolver impasse

Hildo do Candango durante reunião na ANTT | Foto: reprodução

Prefeito de Águas Lindas de Goiás e presidente da Associação dos Municípios Adjacentes a Brasília (Amab), Hildo do Candango (PSDB) participa, nesta terça-feira (18/7), de reunião do Conselho de Desenvolvimento Integrado do Entorno do Distrito Federal (Coaride) para cobrar maior atuação do colegiado.

Ao lado de todos os prefeitos da região, o tucano irá dizer que não basta estar ativo, mas é preciso que seja atuante também. “O objetivo é fazer com que o conselho atue de forma perene e consistente para que possamos buscar recursos para a região que compõe a Ride [Rede Integrada de Desenvolvimento do Entorno do DF]. O que queremos é uma assistência direta aos municípios, buscando recursos junto ao governo federal para poder investir na região” defendeu.

Em entrevista ao Jornal Opção, Hildo contou que aproveitará a reunião para poder discutir questões políticas com os outros prefeitos. “É uma região que tem um terço do eleitorado e muitas vezes fica a margem das questões majoritárias e outros cargos. Temos várias lideranças expoentes no estado, Lêda [Borges, secretária e deputada estadual], Célio Silveira [deputado federal], Cristóvão [Tormin, prefeito de Luziânia], e tenho certeza que precisamos tratar disso para que tenhamos uma região prestigiada no âmbito político”, opinou.

Desde que assumiu o comando da Amab, o tucano tem pedido maior engajamento dos representantes do Entorno para cobrar, em especial junto ao Coaride, ações concretas do governo federal na região. No último mês, graças a uma parceria entre a Prefeitura de Águas Lindas e os governos de Goiás e Distrito Federal, foi inaugurada a Estação de Tratamento de Esgotos na cidade. Com capacidade para atender a 135 mil habitantes em sua primeira etapa, tratando o esgoto com remoções superiores a 90% da matéria orgânica, foi construída a um custo de R$ 36 milhões e, com o sistema totalmente implantado, beneficiará mais de 270 mil habitantes.

Apesar de elogiar a gestão de Marconi Perillo (PSDB-GO), que tem disponibilizado recursos (por meio do Goiás na Frente) e dado atenção ao Entorno, Hildo lamenta a falta de participação da gestão Rodrigo Rollemberg (PSB-DF). “Não vemos participação do governo do DF, ao passo que fomos contemplados com R$ 15 milhões do governo de Goiás, que serão usados para pavimentação de um bairro novo, o Complexo Pérola, que atenderá 60 mil pessoas”, explicou.

Nevrálgico

Um dos pontos mais problemáticos das cidades do Entorno é justamente o transporte público. Atualmente controlado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), o serviço é alvo de diversas críticas, pela falta de conforto e pontualidade. Hildo do Candango explica que já teve várias reuniões junto à ANTT, buscando soluções para o problema, e reconhece que há uma limitação muito grande.

“Já foi feita uma proposta para que a gestão do transporte fosse entregue para o governo de Goiás, para ser regulado pela própria Agência Goiana de Regulação [AGR], só que não avançou e consequentemente temos o transporte da forma que é. Existem propostas de consórcios de outras regiões, principalmente do Nordeste, que valem a pena estudar e tentar implantar em nossa região. Só que isso depende do governo federal”, explica.

O prefeito fez questão de lembrar que, sem a implantação de corredores exclusivos e terminais de ligação nas cidades, será impossível melhorar o transporte.

Questão do transporte, já tivemos várias reuniões junto ao órgão buscando soluções para nossa solução e sabemos que há uma limitação muito grande, não só pelo governo do DF mas pelo órgão que é a ANTT, que centraliza um transporte semiurbano de uma região metropolitana onde esse sistema de semi-urbano opera em nossa região. Então tem que ter atenção voltada a nós, mas não temos.

Já foi feita uma proposta para que fosse entregue para o governo de Goiás, para ser regulado pela própria AGR, só que não avançou e consequentemente temos o transporte da forma que é. Existem propostas de consórcios de outras regiões, principalmente do Nordeste que vale a pena estudar e tentar implantar em nossa região, criar corredores de ligação e terminais de ligação.

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