Prazo para apurar votos e pedidos de impugnação nas eleições do Sintego termina dia 27

Eleições foram iniciadas na última quinta-feira, mas até o momento resultado final não foi divulgado. Tanto a situação quanto a oposição se dizem vitoriosos

Bia de Lima, tesoureira geral do Sintego, disputa pela Chapa 1. Já Delson dos Santos, concorre pela Chapa 2. Resultado final ainda não saiu. Fotos: Reprodução/Internet

Bia de Lima, tesoureira do Sintego, disputa pela Chapa 1. Já Delson dos Santos concorre pela Chapa 2. Resultado final ainda não saiu. Fotos: Reprodução/Internet

A Comissão Eleitoral que apura as eleições para a diretoria da central e das regionais do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego) ainda apura o resultado do pleito, encerrado no dia 22 de maio em todo o Estado. Passada as votações, há um prazo de cinco dias para que sejam analisados os resultados e de dez recursos que pedem, por exemplo, a impugnação de votos e de urnas.

O caso mais grave foi constatado em Rio Verde, na Região Sudoeste, onde o pleito teria sido cancelado. Há a suspeita de que urnas não foram fiscalizadas adequadamente e que houve casos de cédulas violadas. As impugnações foram feitas tanto pela situação quanto pela a oposição.

No período de cinco dias foram recebidas as atas dos colégios eleitorais e somente advogados e integrantes da comissão têm acesso aos documentos. Até o momento, o sindicato não obteve números oficiais sobre a contabilidade dos votos. Mesmo assim, os concorrentes anunciaram em redes sociais que ambos haviam vencido. “Segundo informações de seus fiscais nas regionais e nos municípios, possui dados que garantem sua vitória”, divulgou a Chapa 1 no Facebook.

Na tarde do último sábado (24), o Sintego divulgou em seu site uma nota afirmando que a Comissão Eleitoral havia suspenso a apreciação dos pedidos de impugnação de votos e de urnas –– o texto foi publicado às 14h17 –– e que os trabalhos seriam retomados neste domingo na sede do sindicato, no Setor Coimbra, em Goiânia. O comunicado diz que os pedidos feitos pelas chapas concorrentes encontram-se sub judice. “Somente após essas decisões a Comissão Eleitoral Central poderá divulgar o resultado oficial do pleito”, alerta o conteúdo.

A reportagem tentou contato com o candidato Delson Vieira dos Santos (Chapa 2), mas sem sucesso até o fechamento da matéria. Integrantes da comissão também foram contatados, no entanto não atenderam as ligações.

Maria Euzébia de Lima, a Bia de Lima (Chapa 1), atual presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) em Goiás e tesoureira do Sintego afirmou em entrevista neste domingo que sua chapa irá se posicionar somente após anúncio oficial da comissão. A vice dela é Ieda Leal, atual presidente do sindicato.

Bia relatou uma série de suspeitas que teriam ocorrido durante o pleito também na capital. “[A Chapa 2] está tentando desestabilizar a eleição, que foi complicada.” A candidata acredita que antes de terça-feira será possível obter uma posição oficial sobre as impugnações e o resultado final do pleito.

Formam a comissão Estela Mares Stival (presidente), Elcivan Gonçalves França (secretário) e José Antônio de Oliveira Lobo (vogal). A nova direção ficará à frente do Sintego para o triênio 2014/2017.

Debate

Desde o último sábado o processo de apuração de votos tem causando expectativa e debates, principalmente nas redes sociais. Alguns internautas, entre eles professores da Rede Municipal de Goiânia, publicaram que a chapa liderada por Delson Vieira dos Santos, presidente regional do sindicado em Aparecida de Goiânia, e a vice Valdivina Nayá de Sá Arruda teriam vencido.

Porém, de acordo com o Sintego, não há nenhuma informação oficial a respeito. Ao mesmo tempo das eleições para a central, também foram escolhidos os presidente das regionais em cidades como Aparecida de Goiânia, Anápolis e Águas Lindas, entre outros municípios.

O estatuto do sindicato não prevê o afastamento de candidatos que estejam ocupando cargos na entidade.

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