Poupança tem sangria de R$ 5,29 bilhões em setembro

Banco Central divulga que perda da aplicação foi a maior da história para o mês

As retiradas da caderneta de poupança superaram o valor de depósitos em R$ 5,29 bilhões em setembro. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (6/10) pelo Banco Central (BC). No acumulado do ano até o mês passado, o total resgatado da aplicação, a que tem preferência quase total do pequeno investidor, foi de R$ 53,79 bilhões.

Tanto para o mês de setembro quanto no acumulado do ano são os maiores volumes de retiradas desde 1995, quando a instituição começou a compilar as informações disponíveis. Até então, o pior setembro para a poupança havia sido em 2000, quando o resultado ficou negativo em R$ 1,85 bilhão.

O resultado deste ano até agora chega a ser catastrófico para um País que já tem reconhecidamente um dos mais baixos níveis de poupança interna: pela primeira vez desde 2003 se vê um volume de resgates maior do que o de aplicações em todos os meses de um ano de janeiro a setembro.

O saldo total da caderneta, com o resultado de setembro, ficou em R$ 644,04 bilhões (incluindo os rendimentos do período, no valor de R$ 4,22 bilhões). Os depósitos na caderneta somaram R$ 158,17 bilhões no mês passado, enquanto as retiradas foram de R$ 163,47 bilhões.

Segundo o BC, a situação de setembro só não foi pior porque, no dia 30, as aplicações foram R$ 4,16 bilhões maiores do que a retiradas — até o dia 29, o saldo estava no vermelho em R$ 9,45 bilhões. É comum ocorrer um aumento dos depósitos no último dia de cada mês por conta de aplicações programadas já por investidores com seus próprios bancos.

Em janeiro deste ano, o resultado ficou negativo em R$ 5,5 bilhões e, em fevereiro, em R$ 6,3 bilhões. Em março, os resgates foram superiores aos depósitos em R$ 11,4 bilhões e, em abril, em R$ 5,8 bilhões. Em maio, o saldo ficou no vermelho em R$ 3,2 bilhões e, em junho, em R$ 6,3 bilhões.

Em julho, o volume de saques ficou R$ 2,45 bilhões maior do que as aplicações e, em agosto, em R$ 7,50 bilhões. O resultado negativo de março foi o pior para qualquer mês da série histórica do BC iniciada em 1995.

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