Por falta de verba, produção de remédios para tratamento contra câncer está paralisado no Brasil

Com a escassez de radiofármacos, médicos temem que alguns pacientes em tratamento contra o câncer sejam prejudicados

Em razão de falta de verba para o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), nessa segunda-feira (20), a produção do remédio radiofármacos, também utilizado para tratamento contra o câncer, foi paralisado no Brasil.

A suspensão da produção do lutécio-177 e do iodo radioativo pode afetar pacientes em tratamento de câncer, alertou médicos. Além disso, outros três materiais radioativos que eram fornecidos unicamente pelo Instituto também podem acabar com a paralisação.

O Ipen já havia avisado aos serviços de medicina nuclear do país que a partir da segunda-feira a paralisação iria acontecer. Ao Folha de S. Paulo, à Anvisa que “avalia quais são as medidas regulatórias necessárias para viabilizar o acesso da população a esses produtos, com a devida garantia de qualidade e segurança”. Diálogos com pessoas do Ministério da Saúde também já acontecem na tentativa de solucionar o problema o mais rápido possível.

Comprar a versão importada desses medicamentos não seria uma boa solução, segundo Marcus Vinícius Grigolon, médico especialista em medicina nuclear do Hospital Sírio-Libanês de Brasília. Os produtos costumam ser mais caros do que se produzidos no Brasil.

Caso fosse autorizado a compra internacional desses medicamentos, apenas uma pequena parcela da rede privada conseguiria arcar com os custos. “Se essa situação persistir por dois ou três meses, algumas clínicas devem fechar as portas”, disse Grigolon ao Folha.

*Com informações do Folha de S. Paulo

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