Por falta de pagamento, Restaurante Popular de Goiânia segue de portas fechadas

Cerca de 1 mil refeições diárias deixaram de ser servidas. Secretaria Municipal de Assistência Social diz que o repasse será feito nos próximos dias

Portas fechadas: Restaurante Popular desativado | Foto: Fernando Leite

Era no 3º piso do Mercado Central que cerca de 1 mil pessoas almoçavam diariamente com o custo de apenas R$ 1. Mas há cerca de seis meses, as refeições não estão mais disponíveis. Isso porque o Restaurante Popular de Goiânia fechou as portas na gestão do prefeito Iris Rezende (PMDB).

Segundo informações de uma ex-funcionária do local, que entrou em contato com o Jornal Opção e preferiu não se identificar, a empresa terceirizada parou de fornecer as refeições diante da falta de repasses por parte da prefeitura.

De acordo com ela, os funcionários também estão com cerca de sete salários em atraso. O último mês trabalhado foi maio, mas nenhuma rescisão contratual foi feita e os trabalhadores até hoje não tiveram baixa na carteira de trabalho.

Com o objetivo de garantir o direito básico de uma alimentação saudável a todo cidadão, o restaurante é vinculado à Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas) — e era referência no Estado.

Sem interesse

À reportagem, a Semas reconheceu a situação, mas disse que “o contrato com a empresa que fornecia as refeições se encerrou e, apesar de já estar aberto um novo processo licitatório, não foi encontrada ainda nenhuma empresa apta a executar o serviço”.

Sobre o atraso no pagamento da empresa e dos funcionários a secretaria explicou, por meio de nota, que o pagamento dos funcionários que trabalhavam no local é de responsabilidade da firma contratada e que os repasses contratuais para a empresa “serão feitos nos próximos dias”.

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