Ex-vereador teve o mandato cassado no início dos anos 2000 após diversas denúncias de corrupção

O ex-vereador Amarildo Pereira voltou a ocupar o cargo de procurador do município em Goiânia, após ser afastado por desvio de recursos públicos enquanto era diretor da Companhia de Obras de Goiânia (Comob). No dia 6 de outubro de 2020, ele teve a prisão decretada também por peculato em esquema de desvio do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) em 2004. Amarildo teve o mandato cassado no início dos anos 2000 após diversas denúncias de corrupção. Ele foi condenado a mais de 10 anos de prisão pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) em processo relacionado ao desvio de R$ 7 milhões do dinheiro destinado pela Câmara de Goiânia ao INSS.

Já em outro caso, o ex-vereador foi condenado por liquidação irregular de cheques que deveriam ser usados para pagamentos ao INSS, enquanto era diretor da Comob. Além disso, Amarildo foi também acusado de falsificação de guias de recolhimento, além de pagamento de notas fiscais em duplicidade. Na época, denúncia revelou desvios que chegara a R$ 640 mil. Mesmo assim, agora a Prefeitura de Goiânia terá que cumpre determinação do STJ, que acatou pedido de habeas corpus apresentado pela defesa do ex-vereador, e reconduzi-lo ao cargo de procurados. Na argumentação, Amarildo afirmou ao tribunal que perda de cargo deveria ser referente ao tempo que ocorreram os fatos, 1999 e 200, não ao tempo em que foi condenado, em 2014. 

Amarildo Pereira foi condenado pela justiça goiana inicialmente a 11 anos e dois meses pelos crimes de peculato e formação de quadrilha, mas o Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO) reconheceu prescrição do último crime e reduziu para cinco anos e 10 meses. A defesa solicitou nova redução ao Supremo Tribunal Federal, mas, na época, Ricardo Lewandowski negou sob argumento de que não cabe habeas corpus para revisão de dosimetria, que foi estabelecida em instância anterior. Diante da decisão, o juiz Adegmar José Pereira, da 10ª Vara Criminal de Goiânia, expediu mandado de prisão.

O esquema a que foi condenado envolvia liquidação irregular de cheques que deveriam ser utilizados para pagamentos do INSS de servidores comissionados, além de falsificação de guias de recolhimento. Segundo se levantou à época, parte da verba desviada seria destinada para financiar a campanha de Amarildo.