O policial militar Sargento Rocha é alvo de uma denúncia por suposto abuso de autoridade, principalmente porque as vítimas, um casal de idosos, conseguiram acesso às gravações que comprovam os abusos sofridos durante uma ocorrência no dia 10 de janeiro de 2024, em um condomínio de luxo em Goiânia.

Segundo a advogada que representa a família, Suellen Marques, antes, elas tinham medo de registrar a queixa contra o agente, mas os vídeos, obtidos recentemente, mostram às cenas de abuso de poder com intimidação, xingamentos e tentativa de condução coercitiva sem mandado judicial.

Suellen também esclareceu o contexto familiar que gerou a confusão: o filho do casal de idosos havia sido alvo de uma medida protetiva solicitada pela esposa, mas ele já não residia mais no imóvel havia aproximadamente 10 dias quando solicitou que os pais fossem buscar suas roupas. Foi então que a cunhada da esposa acionou o Centro de Operações da Polícia Militar (COPOM) e inventou, falsamente, uma situação de cárcere privado.

A mulher (cunhada), na época, apresentou-se como advogada da esposa, porém a defesa descobriu posteriormente que ela só pegou sua carteira da OAB neste mês, no dia 12 de maio, portanto, dois anos e quatro meses depois da ocorrência, ela sequer era bacharel. 

Logo após a chegada do Sargento Rocha ao local, a situação apenas piorou. De acordo com a denúncia, o sargento teria ordenado que os dois idosos entrassem na viatura para serem levados à delegacia, isso tudo sem qualquer mandado de prisão ou de apreensão contra eles.

Além disso, as filmagens mostram o momento em que ele grita com o casal de idosos, chamando todos os presentes de “vagabundos” e afirmando que ninguém ali prestava, com exceção apenas de dois bebês que estavam na residência. 

Veja vídeo:

Em um dado momento, o policial ainda teria dito frases como “eu sou Deus, eu sei de tudo” e “a minha paciência vai durar cinco minutos, eu vou prender todo mundo”.

Testemunhas que estavam no local afirmam que os ânimos ficaram tensos, especialmente porque o idoso, pai do rapaz, tem problemas cardíacos (apenas 30% do coração funcionando), diabetes e convive com outras comorbidades. O neto do casal, um adolescente de apenas 14 anos na época da ocorrência, também estava presente apenas para ajudar a carregar as roupas do pai. 

Mesmo assim, o sargento não poupou nem o jovem, disparando: “até o que resta de 14 anos, não tem nem idade para ser um homem honrado”. 

As informações partem das denúncias apresentadas pelos envolvidos. O espaço segue aberto para manifestação da Polícia Militar de Goiás (PMGO) e demais partes citadas.

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