Policiais militares acusados da morte de um homem de 26 anos serão interrogados pela Justiça nesta quarta

Segundo as denúncias, Murilo Macedo teria sido assassinado porque estava no Honda Civic que teria sido roubado de um policial militar

Está marcado para as 14h desta quarta-feira (20/8) o interrogatório de seis PMs acusados da morte de Murilo Alves Macedo, de 26 anos, em agosto de 2010, em Goiânia. Os subtenentes Fritz Agapito Figueiredo e Hamilton Costa Neves, o primeiro-tenente Vitor Jorge Fernandes, e os cabos Cláudio Henrique Camargo, Alex Sandro Souza Santos e Ricardo Rodrigues Machado foram presos durante a Operação Sexto Mandamento.

Segundo as denúncias, Murilo Macedo teria sido assassinado porque estava no Honda Civic que teria sido roubado de um policial militar. Os policiais afirmaram que o rapaz foi morto durante um confronto com membros da Rotam. No entanto, conforme tomou-se conhecimento graças a escutas feitas pela Polícia Federal, Murilo foi abordado na GO-060, próximo ao Pit Rodeio Clube, momento em que os subtenentes Fritz Agapito e Hamilton Costa ligaram para o Copom. Em seguida, os militares ordenaram a Murilo que colocasse as mãos na cabeça e houve um disparo.

Ainda de acordo com as peças acusatórias, a equipe da Rotam chegou no local em seguida dando cobertura aos primeiros denunciados. Eles teriam alterado o local do crime e permitido a saída de Fritz e Hamilton do local do “confronto encenado”.

O interrogatório dos acusados estava previsto para o final de abril deste ano, mas foi adiado porque a defesa dos réus alegou a necessidade da realização de um laudo pericial, pelo Instituto de Criminalística, que informaria se houve ou não o disparo de arma de fogo no caso. O juiz acatou o pedido para a realização da diligência para evitar que eventualmente seja alegado cerceamento de defesa, o que poderia provocar nulidade processual.

A operação

A Operação Sexto Mandamento foi deflagrada em fevereiro de 2011 após investigações feitas pela Polícia Federal, solicitadas pela Procuradoria-Geral de Justiça de Goiás a partir de determinação do Ministério da Justiça. A motivação para as apurações foram diversas notícias de mortes e desaparecimentos atribuídas a abordagens policiais. A investigação foi feita pela Polícia Federal porque havia suspeita de interestadualidade do grupo criminoso.

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.