Polícia prende mãe, padrasto e dono de casa suspeitos de atirar em menino de 10 anos em Palmeiras de Goiás
22 setembro 2026 às 11h48

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A Polícia Civil de Goiás (PCGO) descartou a hipótese de acidente no caso de um menino de 10 anos baleado na cabeça em Palmeiras de Goiás. Perícia e exames médicos identificaram três projéteis de chumbinho alojados na região craniana da criança, dois foram retirados, mas um permanece no local, já que sua remoção representa riscos à saúde do menino. Nesta segunda-feira, 21, a corporação prendeu a mãe, o padrasto e o proprietário da casa onde a família morava, todos suspeitos de tentativa de homicídio.
De acordo com a PCGO, a arma usada no ataque (uma carabina de pressão calibre 5,5 mm) exige recarga manual a cada disparo, o que demanda um esforço físico incompatível com a capacidade de uma criança da idade da vítima. Foi justamente esse detalhe técnico que levantou suspeitas sobre a versão inicial do caso e motivou o aprofundamento das investigações.
A Delegacia de Polícia de Palmeiras de Goiás deflagrou, na segunda-feira, uma operação para cumprir os mandados de prisão temporária contra os três suspeitos. As medidas foram representadas pela autoridade policial e deferidas pelo Poder Judiciário, após a análise de depoimentos e de outros elementos reunidos ao longo da apuração.
Relembre o caso
A criança foi socorrida em estado grave em 14 de setembro, dia em que o caso ainda era tratado como um tiro acidental. Segundo o relato apresentado à polícia na ocasião, o menino estaria em um dos quartos da residência e teria manuseado a arma sozinho, que teria disparado acidentalmente. A mãe da vítima contou que estava em outro cômodo da casa com um dos filhos quando ouviu o disparo, e, ao correr para o local, encontrou o menino já ferido.
Durante o trajeto até o hospital, no entanto, um novo ocorrido agravou a situação: o carro em que a mãe, o padrasto e a criança seguiam capotou, obrigando o acionamento do Corpo de Bombeiros de Goiás para o resgate da família. Os três foram socorridos e levados ao Hospital Municipal Natalino Alberto de Morais, sendo que a criança precisou ser transportada de helicóptero devido à gravidade do quadro.
Já na unidade de saúde, os médicos constataram dois ferimentos na cabeça do menino, o que levou à transferência para o Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), em Goiânia, onde recebeu atendimento mais especializado. A Polícia Militar também foi acionada para atender à ocorrência, e a arma utilizada no caso acabou apreendida e encaminhada à Delegacia de Palmeiras de Goiás, dando início à investigação.
Diante dos novos elementos, a Polícia Civil de Goiás informou que as investigações seguem em andamento, com o objetivo de esclarecer por completo a dinâmica dos fatos, além de determinar a participação de cada um dos três investigados no caso.
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