Polícia Federal faz buscas em endereços do presidente do PSL, partido de Bolsonaro

Apreensões em locais ligados a Luciano Bivar têm relação com inquérito que apura o uso de candidaturas femininas para desvio de recursos do fundo eleitoral

Luciano Bivar, presidente do PSL: atrito com Bolsonaro | Foto: Agência Senado

A Polícia Federal cumpre, na manhã dessa terça-feira, 15, mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao presidente do PSL, deputado federa Luciano Bivar. A operação, deflagrada pelo Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE), tem relação com o inquérito que investiga o uso de laranjas em candidaturas da legenda, cujo integrante mais notório é o presidente Jair Bolsonaro.

Os casos investigados são relacionados a candidaturas femininas que teriam sido usadas para desviar recursos do fundo eleitoral. “As medidas de busca e apreensão, deferidas pelo TRE/PE, visam esclarecer se teria havido burla ao emprego dos recursos destinados às candidaturas de mulheres, tendo em vista que ao menos 30% dos valores do Fundo Partidário deveriam ser empregados na campanha das candidatas do sexo feminino, havendo indícios de que tais valores foram aplicados de forma fictícia objetivando o seu desvio para livre aplicação do partido e de seus gestores”, afirma nota divulgada pela PF.

A operação Guinhol (uma referência a uma marionete) ocorre em meio à crise envolvendo o partido e o presidente Bolsonaro, que ameaça deixar a sigla. Na semana passada, o presidente da república afirmou que Bivar está “queimado”, devido às denúncias da existência de um laranjal no partido. Bivar retrucou, dizendo que o presidente está mal aconselhado.

Presidente do partido em Goiás, o deputado Delegado Waldir entrou na polêmica. Em entrevista à revista Época, o parlamentar goiano disse que o “quintal [do presidente] está sujo”. A declaração teve relação com as investigações sobre os filhos do presidente, Flávio e Eduardo Bolsonaro, que chefiam os dois principais diretório da sigla no País.

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