Polícia de Goiás desarticula quadrilha especializada em crimes tributários

Organização criminosa usava empresas de fachada criadas em Goiânia para sonegar impostos. Somente em 2016, grupo movimentou cerca de R$ 8 milhões

A Polícia Civil de Goiás deflagrou operação para desarticular organização criminosa interestadual especializada em crimes tributários. Conforme a corporação, o grupo centrava seus esforços na sonegação de impostos por meio da utilização de um complexo sistema de lavagem de dinheiro que movimentou R$ 8 milhões apenas no ano de 2016.

Em resumo, a quadrilha teria se associado a um grande empresário do Estado de São Paulo, dono da BMP Utilidades Domésticas S.A., e transferia diversos valores de transações financeiras da referida empresa para ao menos outras 26 de fachada criadas em Goiânia.

As empresas de fachada, conforme relata a polícia, passavam a ser devedoras de diversos impostos decorrentes das transações comerciais e pagavam diretamente as contas da empresa paulista. Em contrapartida, tendo em vista a grande movimentação financeira nas contas-correntes das empresas de fachada, os investigados aumentavam seu limite de crédito, o que possibilitava inúmeros empréstimos bancários, obtenção de cartões de crédito de alto limite e emissão de inúmeros talões de cheque.

Na maioria das vezes, ainda de acordo com a PC, a organização criminosa aliciava garotas de programa para atuarem como “laranjas” das empresas de fachada, em troca de uma remuneração mensal.

Jadir Martins Borges Junior, Bruno Carvalho Borges e Donizete José Ferraz, três dos quatro investigados, foram presos em flagrante na sede do escritório da organização criminosa, localizado no shopping Plaza D’oro, no setor Eldorado, em Goiânia, onde também funcionava uma empresa de fachada. Rogério Batista dos Santos está foragido.

Com os investigados foram apreendidos diversos documentos relacionados às empresas fantasmas, inúmeros cheques em branco assinados pelos “laranjas” e outros devolvidos por falta de crédito, além de inúmeros cartões de créditos, todos com bandeiras de alta linha, e máquinas de passar cartão.

Os quatro suspeitos serão indiciados por formação de organização criminosa, falsidade ideológico, lavagem de dinheiro, estelionato e crime tributário.

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