Polícia Civil investiga quem recebeu R$ 100 mil para facilitar fuga do traficante “BH”

Traficante, apontado como líder do Comando Vermelho em Goiás, fugiu pela porta da frente da Colônia Agroindustrial do Regime Semiaberto, em Aparecida de Goiânia

Depois da prisão de Stephan de Souza Vieira, conhecido como “BH”em Cabo Frio, no Rio de Janeiro, no último domingo (7/1), a Polícia Civil de Goiás investiga a possível corrupção que resultou na fuga no traficante em novembro do ano passado.

Apontado como líder do Comando Vermelho em Goiás, o preso fugiu pela porta da frente da  Colônia Agroindustrial do Regime Semiaberto, em Aparecida de Goiânia, onde cumpria pena por tráfico e homicídio, entre outros crimes.

Em entrevista coletiva na manhã desta segunda-feira (8/1), a delegada Myrian Vidal, titular da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco), disse que a polícia tem elementos que comprovam que o preso teria pagado R$ 100 mil para que sua fuga fosse facilitada. Agora a polícia quer saber quem recebeu o dinheiro.  “Estamos investigando e esperamos esclarecer esse fato o mais rápido possível”, contou.

Na época, a  fuga de Stephan gerou o afastamento de três servidores do sistema prisional. Ele responde por homicídio, roubo, porte ilegal de arma e munição de uso restrito, associação criminosa, tráfico de drogas e associação criminosa. Segundo a delegada, o foragido não ofereceu resistência durante a prisão no RJ, onde vivia em um apartamento de luxo com a esposa.

No local, a polícia encontrou anotações que reforçam os indícios de que BH continuava mantendo a atividade de tráfico de drogas. “Esse caderno continha anotações de valores vultuosos e nomes de traficantes goianos já investigados pela polícia”, disse a delegada, que contou com o apoio da Polícia Civil do Rio de Janeiro na recaptura do foragido. “Ele nega a participação em facção, mas o carro que ele utilizava lá está no nome da mulher de um traficante que integra a organização”, apontou Myrian.

O preso foi recambiado para o estado de Goiás, mas por questão de segurança, não foi divulgada a unidade prisional para onde foi transferido.

O governador de Goiás, Marconi Perillo, afirmou em entrevista coletiva na manhã desta segunda-feira (8/1) que o traficante deveria cumprir pena em presídio federal.

“Esse tipo de preso não deveria ficar em presidio estadual. Ele é condenado por crime federal que é o trafico de drogas. Traficante tem que ficar em presidio federal de segurança máxima”.

 

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