Polícia Civil encerra força-tarefa que investiga denúncias contra João de Deus

Ao todo, equipe concluiu oito inquéritos, seis por abusos sexuais e dois por posse ilegal de arma, um contra o médium e outro contra a esposa dele

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A força-tarefa da Polícia Civil que investigava denúncias contra o médium João de Deus concluiu os trabalhos, nesta quinta-feira, 10, com o encaminhamento de sete inquéritos para o Poder Judiciário.

De acordo com a delegada responsável pelo caso, Karla Fernandes, João de Deus foi indiciado em quatro inquéritos: dois de posse de arma, encontradas nas casas em Abadiânia e Anápolis, e dois de violação sexual.

A esposa do médium, Ana Keyla Teixeira, também foi indiciada por posse ilegal, já que, de acordo com a delegada, uma arma foi encontrada dentro de uma gaveta que guardava objetos pessoais dela.

Um das investigações de abuso concluída nesta quinta, trata-se de denúncia realizada de um fato ocorrido em  2016 de uma vítima que reside em São Paulo. O inquérito havia sido instaurado em agosto do ano passado e foi enviado com indiciamento.

Outros três inquéritos relativos a abuso sexual foram relatados com sugestão de arquivamento por extinção de punibilidade, seja por prescrição ou decadência.

“Tem casos de 1987, de 1992, 2003. São fatos que já não tinham mais como dar prosseguimento mas foi necessária a oitiva pra  provar o padrão dele”.

A delegada Karla Fernandes explica ainda que, nesta quarta-feira, 9, a polícia civil cumpriu outro mandado de prisão preventiva contra o médium. “Ele está preso por duas preventivas, uma relativa a primeira representação, com relação a abuso, e outra da posse de arma”.

Ainda segundo a delegada, na próxima segunda-feira, 14, a força-tarefa do Ministério Público também deve encaminhar outros procedimentos com relação às denúncias contra o médium.

Lavagem de dinheiro

A Polícia Civil, no entanto, continua investigando a denúncia de estelionato e lavagem de dinheiro. O caso aguarda resultado de laudos da perícia da Polícia Federal que está analisando as pedras preciosas apreendidas.

João de Deus está preso desde o dia 16 de dezembro no Núcleo de Custódia do Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia.

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.