Polícia Científica aguarda exames toxicológicos para esclarecer morte de professora e fisioterapeuta em Goiás
04 agosto 2026 às 16h07

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A causa da morte da fisioterapeuta e professora universitária Larissa da Mata Silva, de 30 anos, ainda depende da conclusão dos exames toxicológicos realizados pela Polícia Científica de Goiás. A informação foi divulgada nesta terça-feira, 4, por meio de uma nota oficial, na qual o órgão esclarece que o laudo pericial permanece em elaboração e somente será concluído após a análise dos exames laboratoriais.
Larissa morreu no último sábado, 2, após ser atendida no Hospital Municipal de Mozarlândia, no norte de Goiás. Desde então, o caso ganhou repercussão nas redes sociais e provocou manifestações de pesar de familiares, amigos, alunos e entidades ligadas à fisioterapia.
Segundo a Polícia Científica, a equipe da 2ª Coordenação Regional de Polícia Técnico-Científica (2ª CRPTC), sediada na Cidade de Goiás, foi acionada para atender a ocorrência logo após a confirmação da morte.
Conforme a nota, foram realizados todos os procedimentos periciais previstos, incluindo a remoção do corpo, o exame necroscópico e a coleta de material biológico para exames toxicológicos. Os resultados desses exames integrarão a análise que deverá apontar a causa da morte.

A corporação informou ainda que o laudo deverá ser concluído dentro do prazo legal de até dez dias, contado a partir da realização da perícia. No entanto, esse período poderá ser prorrogado caso seja necessário aguardar os resultados dos exames toxicológicos, indispensáveis para a conclusão da investigação pericial.
A Polícia Científica ressaltou que o trabalho segue critérios de rigor científico, imparcialidade e observância dos protocolos técnico-legais, reafirmando o compromisso da instituição com o esclarecimento dos fatos.
A Polícia Civil acompanha o caso e aguarda a conclusão da perícia para dar continuidade às investigações.
Professora universitária e fisioterapeuta
Moradora de Goiânia, Larissa da Mata Silva atuava como fisioterapeuta e também como professora universitária. Em suas redes sociais, compartilhava a rotina profissional, os desafios da docência e mensagens sobre o propósito de formar novos profissionais da área da saúde.
A morte da docente causou grande comoção entre alunos, colegas de profissão e amigos, que utilizaram as redes sociais para prestar homenagens e recordar sua trajetória.

Amiga de Larissa há cerca de seis anos, Ketlyn Raiane descreveu a fisioterapeuta como uma mulher “destemida, corajosa, amorosa, autêntica e livre”. Em uma das publicações, ela relembrou momentos vividos ao lado da amiga.
“Eu não sei como vou pôr a playlist da Ana Castela para tocar mais. Não sei como vou ter conversas que apenas a gente entendia”, escreveu.
Homenagens destacam legado
O Instituto AMG publicou uma nota lamentando a morte da fisioterapeuta e ressaltou o impacto que ela deixou na instituição.
“É com profunda tristeza que nos despedimos de uma pessoa que marcou a história do Instituto AMG com seu profissionalismo, dedicação e, acima de tudo, com a forma humana e acolhedora de cuidar das pessoas”, diz trecho da homenagem.
A instituição ainda afirmou que Larissa inspirava colegas e alunos e que seus ensinamentos continuarão vivos entre aqueles que conviveram com ela.
O Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 19ª Região (Crefito-19) também manifestou pesar pela morte da profissional.
Em nota, o conselho agradeceu “toda a dedicação, ética e compromisso” demonstrados por Larissa durante sua atuação na fisioterapia e na docência e destacou que sua trajetória contribuiu para a formação de novos profissionais e para o fortalecimento da categoria em Goiás.
Até o momento, a causa da morte não foi divulgada oficialmente. A expectativa é que a conclusão do laudo pericial permita esclarecer o que provocou o falecimento da professora e fisioterapeuta.
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