Polícia afirma que prédio abandonado em Goiânia corre risco de desabamento

Construção inacabada no Setor Nova Suíça passará por avaliação

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A Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Meio Ambiente (Dema) realiza a Operação Goiânia Limpa que investiga a situação de empreendimento potencialmente poluidores. Entre eles, empresas que funcionam sem licença ambiental, construções em áreas de preservação permanente e prédio abandonados na capital.

De acordo com o delegado Luziano de Carvalho, titular da Dema, a operação já encaminhou 36 procedimentos à Justiça sobre empreendimentos que atuam sem a devida licença ambiental. Entre as empresas, aparecem lavanderias, lava-jatos, postos de combustível e oficinas mecânicas.

A operação conta com a parceria do Ministério Público de Goiás (MP-GO) e da Agência Municipal do Meio Ambiente.

A investigação também apura as construções irregulares que foram implantadas em áreas de preservação permanente,. De acordo com Luziano, muitos loteamentos estão se instalando nessas áreas proibidas.

Outro foco da operação é a condição dos prédios abandonados na capital. Em meio a polêmica quanto ao desabamento de um prédio de 26 andares ocupado por cerca de 150 famílias no Centro da cidade de São Paulo, a Polícia Civil de Goiás quer saber se as construções abandonadas e inacabadas oferecem risco à população.

O delegado Luziano destaca prédios abandonados localizados na Avenida Goiás com a Rua 2,  na Avenida Goiás com a Avenida Anhanguera e na Rua 2 com a Avenida Araguaia, todos no centro da cidade. Além de uma construção inacabada no cruzamento das ruas T -64  e T-15 no Setor Nova Suiça — este corre risco de desabamento segundo o titular da Dema, que solicitou que o Conselho Regional de Engenharia de Goiás (Crea-GO) e a Polícia Técnico Científica façam avaliação da estrutura dos prédios.

“Esses lugares são mocós, ponto de usuários de drogas, de assaltos e que colocam em risco a segurança pública”, pontua o delegado que ainda defende que as construções sejam implodidas ou revitalizadas.

“A solução é implodir ou revitalizar. Mas um prédio desses no centro da cidade, sem garagem, vai servir para o quê? Temos que modernizar”, finaliza.

CAU-GO

O Conselho de de Arquitetura e Urbanismo de Goiás também manifestou preocupação com o potencial risco oferecido pelas numerosas edificações abandonadas de Goiânia. Muitas são obras inacabadas, que acabam servindo, invariavelmente de forma inadequada, como moradia para cidadãos sem teto ou “em situação de rua”.

“Toda edificação sem uso e sem manutenção oferece risco de causar algum prejuízo à saúde humana”, afirma a conselheira do CAU/GO Maria Ester de Souza. Segundo informações da Secretaria de Planejamento Urbano e Habitação (Seplanh) divulgadas pela imprensa, existem na capital goiana 473 imóveis abandonados. Diante disso, é fundamental que o poder público e a sociedade se articulem em torno de uma política urbana visando solucionar o problema.

“Também é grave o fato de que os edifícios abandonados não cumprem com sua função social na cidade”, afirma a conselheira Adriana Mikulaschek. “Em sua maioria, essas obras se encontram em áreas consolidadas e com acesso à infraestrutura urbana. Sem uso, não abrigam moradia, emprego ou lazer e, além disso, prejudicam a paisagem urbana e desvalorizam todo o seu entorno”.

 

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