PMDB informa que vai recorrer da decisão que suspendeu pílula partidária

Liminar concedida por desembargador do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) será questionada em recurso a ser protocolado nesta quarta-feira (2/3)

Daniel Vilela afirmou que ficou surpreso com o governo dizer que o conteúdo da pílula seria composto por "inverdades" | Foto: André Costa

Daniel Vilela afirmou que ficou surpreso com o governo dizer que o conteúdo da pílula seria composto por “inverdades” | Foto: André Costa

O Diretório Estadual do PMDB de Goiás resolveu questionar a decisão em caráter liminar do desembargador Kisleu Dias Maciel Filho, corregedor eleitoral do Tribunal Regional Eleitoral goiano (TRE-GO), que suspendeu a veiculação de uma das quatro pílulas de TV peemedebistas.

A pílula suspensa pelo TRE por meio da liminar seria veiculada pela última vez na quinta-feira (3/3) no espaço cedido pelo Diretório Nacional do PMDB aos diretórios estaduais.

O partido informou que foi notificado nesta terça-feira (1) da decisão com a determinação de troca da pílula de TV suspensa. O PMDB informou que vai protocolar recurso nesta quarta-feira (2) contra a liminar. Enquanto isso, o vídeo fica suspenso até que seja julgado o pedido do partido contra a sentença.

De acordo com o Diretório Estadual do PMDB, “embora as informações veiculadas nas peças sejam de notório conhecimento dos goianos, como o problema da violência, os buracos nas estradas e o descumprimento de promessas como a implantação do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) na Avenida Anhanguera”, o pedido do PSDB faz a alegação de que as pílulas trazem “inverdades” sobre o governo estadual.

Segundo o presidente estadual do PMDB, o deputado federal Daniel Vilela, a ação do PSDB não surpreendeu os peemedebistas, que já esperavam que o governo tentasse tirar do ar as pílulas de TV da oposição. “É o comportamento padrão de quem não admite ser questionado, mas vamos recorrer na Justiça.”

O parlamentar afirmou que a surpresa veio no fato de o PSDB ter tido a “coragem”, segundo Daniel, de chamar as informações de “inverdades”. “É coisa de quem vive em outro Estado, como é o caso do nosso governador”, criticou o deputado federal.

O advogado do PMDB goiano, Marconi Pimenteira, afirmou que não há qualquer desrespeito à legislação eleitoral e que o conteúdo é de interesse público. Para Daniel, o efeito prático da tentativa de proibir a pílula por parte do governo seria mínimo.

“O governo de Goiás briga com a realidade e parece querer decretar que somos todos obrigados a achar a gestão maravilhosa, que a crise na segurança é intriga da oposição, os buracos nas estradas são miragens provocadas pelo calor e que o trem-bala de Goiânia a Brasília está funcionando”, pontuou o presidente estadual do PMDB.

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