PMDB destitui líder pró-Dilma e dá novo passo para deixar o governo

Leonardo Picciani será defenestrado da liderança do partido na Câmara nesta quarta-feira. Abaixo-assinado com 35 assinaturas quer Leonardo Quintão no cargo

Brasília- DF- Brasil- 12/05/2015- Sessão extraordinária para discussão e votação de diversos projetos. Dep. Leonardo Picciani (PMDB-RJ). Foto: Luis Macedo/ Câmara dos Deputados

Leonardo Picciani (PMDB-RJ) será substituído. É governista e PMDB quer se afastar do governo | Foto: Luis Macedo/ Câmara dos Deputados

O PMDB dá um novo passo para deixar o governo da presidente Dilma Rousseff (PT). Após a carta do vice Michel Temer, ala separatista do partido na Câmara Federal preparou um abaixo-assinado com 35 assinaturas para defenestrar Leonardo Picciani (RJ) — aliado ao Planalto — da liderança na Câmara Federal.

O grupo de parlamentares protocolou o pedido na Mesa Diretora na manhã desta quarta-feira (9/12) pedindo a substituição de Picciani pelo xará mineiro, Leonardo Quintão. Como não é necessária eleição para a escolha de líder, a maioria basta para que a troca seja feita.

O PMDB tem 66 deputados, assim, a lista é suficiente para que a ala insatisfeita da legenda assuma o controle na Câmara.

Nenhum dos dois deputados goianos, Daniel Vilela e Pedro Chaves, assinou o pedido. Daniel Vilela, que está em Paris, é aliado de Picciani e favorável ao governo Dilma — estava, inclusive, na lista indicada pelo até agora líder para a Comissão do Impeachment.

Ao Jornal Opção, a assessoria de Leonardo Picciani informou que o deputado estava em uma reunião e ainda não se posicionou sobre a destituição.

Histórico
Fotos: Fernando Leite/Jornal Opção

Deputados goianos do PMDB, Daniel Vilela e Pedro Chaves, não assinaram pedido | Fotos: Fernando Leite/Jornal Opção

O estopim da rebelião no PMDB que culminará na troca foi, justamente, a lista de nomes do PMDB que Picciani apresentou para compor a comissão especial que vai analisar o pedido de impeachment da presidente Dilma.

As vagas são disputadas por integrantes do partido aliados do governo e nomes ligados ao presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que desde o fim do primeiro semestre anunciou rompimento pessoal com o Palácio do Planalto.

Insatisfeitos com as indicações, uma ala da legenda chegou a acusar Picciani de descumprir um compromisso firmado com a bancada, que previa que metade dos nomes (quatro) fossem escolhidos entre parlamentares favoráveis ao processo e a outra metade entre mais aliados ao governo. De acordo com o grupo, Picciani “atropelou” a bancada e fechou uma lista que foi construída com o Planalto.

Ontem, parte do PMDB se uniu, publicamente, à oposição na composição de uma chapa alternativa, que acabou vencendo a tumultuada eleição para compor a comissão. Em plenário, a chapa 2, intitulada Unindo o Brasil, venceu por 272 votos contra 199.

No entanto, o ministro do STF Edson Fachin concedeu liminar para suspender o processo de impeachment na Câmara. (Com informações da Agência Brasil)

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