PMDB de Goiás segue indefinido sobre rompimento, ou não, com o governo federal

Presidente do diretório estadual, Daniel Vilela aguarda decisão da Executiva nacional para tomar algum posicionamento

Deputado federal e presidente do PMDB Goiás, Daniel Vilela, em entrevista ao Jornal Opção | Foto: Fernando Leite/ Jornal Opção

Deputado federal e presidente do PMDB Goiás, Daniel Vilela, em entrevista ao Jornal Opção | Foto: Fernando Leite/ Jornal Opção

Embora alguns diretórios estaduais do PMDB já defendam abertamente a ruptura com o governo da presidente Dilma Rousseff e seu partido, o PT, o presidente goiano, Daniel Vilela, informou ao Jornal Opção que ainda não há definição em Goiás.

Após participar da convenção nacional do PMDB, que reconduziu Michel Temer às presidência, o deputado federal goiano garantiu que vai esperar a decisão da executiva recém-eleita antes de se posicionar.

No último sábado, o presidente do PMDB da Bahia, ex-ministro Geddel Vieira Lima sustentou que o PMDB precisa “desembarcar” do governo federal e acusou a presidente Dilma de ter “roubado a esperança do povo brasileiro”.

Vice-presidente nacional e presidente do diretório de Rondônia, senador Valdir Raupp defendeu, no evento de sábado, que o partido adote uma posição de independência em relação ao governo Dilma, inclusive abrindo mão dos cargos que ocupa no Executivo.

“Eu defendo a independência em relação ao governo e a entrega dos cargos. Sempre defendi que o PMDB não pode ficar simplesmente ocupando cargos no governo se tem uma candidatura própria à Presidência da República em 2018.”

De fato, a maioria esmagadora dos discursos da convenção foi contra o PT e Dilma. O PMDB informou, por meio do senador Romero Jucá (RR), que o partido decidiu que, em até 30 dias, o Diretório Nacional vai anunciar se mantém apoio ao governo da presidente Dilma Rousseff.

Em Goiânia, o PMDB e o PT não caminharão juntos na eleição municipal. Embora aliados em 2012 — quando o atual prefeito, o petista Paulo Garcia, foi reeleito –, neste ano, os dois partidos terão candidaturas próprias: Iris Rezende, pelo PMDB, e Adriana Accorsi (ou Luís César Bueno), pelo PT.

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