Vereadores questionam propostas para vazios urbanos no Plano Diretor

Paulo Magalhães afirma que há dedo de empresários do setor imobiliário e da construção civil no texto e que isso será discutido e combatido na Casa

Foto; Fábio Costa/Jornal Opção

A prefeitura de Goiânia anunciou que irá encaminhar a revisão do Plano Diretor nesta quarta-feira, 10, à Câmara Municipal. Projeto, que recebeu o título de Goiânia do Futuro, é aguardado desde o início de 2017 e é polêmico. Vereadores já questionam propostas para vazios urbanos da Cidade.

A entrega será feita às 16h no Salão Nobre do Paço Municipal, com a presença do prefeito Iris Rezende (MDB), do presidente do Legislativo goianiense, Romário Policarpo (Pros), e demais parlamentares do município.

Além do projeto, que revisa a Lei Complementar que dispõe sobre o Plano Diretor, o Legislativo também receberá os relatórios e estudos que basearam o documento. De acordo com a Secretaria de Planejamento Urbano e Habitação (Seplahn), sua concepção foi feita por uma equipe de técnicos constituída por servidores da própria administração municipal.

Foto: Fernando Leite / Jornal Opção

Propostas

Ainda segundo a pasta, uma das propostas apresentadas é a criação de Arranjos Produtivos Locais (APL’s) em algumas regiões da cidade, como as áreas de vestuário, na região próxima da Rodoviária, e as áreas voltadas ao agronegócio ao longo da Avenida Castelo Branco, nos Setores Coimbra e Campinas. Também estão previstos polos de desenvolvimento nas regiões Leste, Oeste, Norte, Sudoeste e Noroeste da Capital.

Parlamentares que já tiveram acesso a uma prévia do texto, no entanto, questionam uma das propostas do documento: o preenchimento dos vazios urbanos. Para o vereador Paulo Magalhães (PSD), “há dedo das imobiliárias” envolvido.

Expansão

Segundo ele, “é uma piada dizer que estão sendo feitas apenas correções pontuais”. Paulo afirma que, portanto, há interferências de empresários dos ramos imobiliário e da construção civil no projeto no que se refere à expansão urbana.

“E nós temos que aumentar o imposto desses proprietários para acabar com a especulação imobiliária. Fazer com que a cidade se mantenha limpa e deixe de ter esconderijo para bandidos”, assinalou.

Paulo também garantiu que o projeto não irá “descer goela abaixo” e que deve ser exaustivamente discutido na Casa. O mesmo foi reiterado pelo vereador Anselmo Pereira (PSDB), que também já leu parte do projeto.

De acordo com o peessedebista, qualquer expansão urbana será discutida com a sociedade. “Só iremos aceitar aquelas que sejam corretivas ou socialmente justificadas”, argumentou.

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