PL tenta aparar arestas para acertar filiação de Bolsonaro

Presidente do partido em GO diz que principal impasse, em São Paulo, já estaria resolvido; candidatura do deputado Vitor Hugo é polêmica

Com data de filiação de Jair Bolsonaro (sem partido) adiada sem previsão de remarcação, e com ele em um evento com investidores em Dubai, o PL está tentando reverter impasses e aparar as arestas para receber o presidente e seus familiares e seguidores ao partido.  

A sigla faz uma força-tarefa para contar com presidente da República e conversa com todos os presidentes dos diretórios estaduais, entre eles o do Estado de Goiás, Flávio Canedo. Ele é marido da deputada federal Magda Mofatto (PL) e participa das articulações para pacificar a filiação de Bolsonaro ao PL e também para que seja criado um palanque para o presidente da República no Estado.  

De acordo com o presidente do PL goiano, as questões estão sendo resolvidas no diálogo. Segundo ele, já houve um recuo do partido no principal centro desta disputa que é São Paulo. Lá, o PL iria indicar o candidato à vice-governador de Rodrigo Garcia (PSDB), mas a situação já teria sido pacificada, bem como acertada a decisão de que não vai apoiar partido de esquerda.  

“O filho do presidente [o vereador Carlos Bolsonaro] pôs fogo, mas o deputado Flávio Bolsonaro é bem mais centrado e deve auxiliar nestas conversas, porém tudo está acontecendo de forma remota, com Bolsonaro e Flávio em Dubai, quando eles chegarem as conversas devem se intensificar”, comentou o presidente do diretório.  

Apesar dos impasses, Flávio acredita que tudo isso deve ser resolvido, sem rompimento. “As conversas estão muito adiantadas, falta resolver um problema e algumas questões com o presidente Valdemar e com as lideranças estaduais”, comentou.  

Goiás está no centro da disputa  

Sem problemas com a direção do partido, que deve ficar nas mãos do grupo de Magda Mofatto e já estaria pacificado nas negociações, há um impasse sobre a candidatura ao governo estadual, porque o deputado federal Vitor Hugo (PSL), que deve seguir Bolsonaro aonde ele for, almeja ser candidato ao governo estadual, enquanto o PL já estaria fechado com o prefeito de Aparecida de Goiânia, Gustavo Mendanha (sem partido).  

“Teremos candidatos ao governo, não podemos embarcar em uma aventura de um candidato que não tem voto e precisa viabilizar a sua candidatura antes de colocar o seu nome na disputa. Mas, se isso acontecer e ele [Vitor Hugo] for o melhor colocado nas pesquisas, terá o apoio do diretório”, comentou Flávio.  

Montagem das chapas 

Além do apoio a Mendanha e da intenção de Vitor Hugo em concorrer ao governo estadual, o PL pode ter o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, como postulante ao Senado Federal. As conversas, de acordo com o presidente, estariam adiantadas e já há pesquisas que apontam a viabilidade de o ministro crescer no Estado. 

O partido abriu espaço para que candidatos bolsonaristas tentem concorrer a uma cadeira na Câmara Federal por Goiás. Canedo cita o empresário e youtuber Gustavo Gayer (DC), o deputado estadual Humberto Teófilo (PSL) e a primeira suplente do PSL, Sargento Denise Brasil, que teriam aporte para concorrer a uma cadeira na Câmara em uma chapa que está sendo montada com 15 nomes.  

“Estamos conversando com todos estes postulantes e há grandes chances de eles virem para o PL”, comentou o presidente do Diretório Estadual.  

O deputado federal Vitor Hugo foi procurado por meio de sua assessoria, porém não respondeu até o fechamento desta matéria. Ele, porém, estava reticente quanto à filiação de Bolsonaro ao PL e havia adiantado esse posicionamento ao Jornal Opção antes do anúncio do adiamento da filiação de Bolsonaro.  

Na ocasião o deputado disse que deve seguir Bolsonaro e que não terá problemas para que o partido fique nas mãos do grupo de Magda Mofatto, porém está aguardando a decisão do presidente da República.

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