PGR irá decidir se abre investigação contra família Bolsonaro, após remoção de contas pelo Facebook

Rede social excluiu contas ligadas ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) , ao senador Flávio Bolsonaro (Republicanos) e ao deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL), por infringirem regulamentos do site

Presidente Jair Bolsonaro com filhos Carlos (à esquerda), Flávio e Eduardo (à direita) | Foto: Arquivo Pessoal

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitou à Procuradoria-Geral da República (PGR) uma manifestação sobre a notícia-crime contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e dois de seus filhos.

A notícia-crime foi apresentada pela deputada Perpétua Almeida (PCdoB) ao STF, após o Facebook remover mais de 35 contas, além de páginas, grupos e perfis no Instagram ligadas ao presidente, o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos) e o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL).


De acordo com o Facebook, as páginas, que tinham como um dos administradores Tércio Arnaud Tomaz, assessor especial do presidente Jair Bolsonaro, incluíam perfis falsos, envios de spam e outros artifícios proibidos nos regulamentos da rede social.

A deputada também pediu ao STF que a notícia-crime seja anexada ao inquérito das fake news. O pedido ainda não foi analisado.

A notícia-crime é uma prática comum e que se resume em investigar fato. Os encaminhamentos dados por Moraes também são naturais à tramitação em processos desse tipo. A PGR irá decidir se deve ou não ser aberta uma investigação sobre o caso.

Moraes também autorizou, na última semana, que a Polícia Federal tenha acesso à investigação do Facebook sobre as contas removidas.

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