PF investiga relação de Ferrari e Rolls-Royce de Nelson Wilians com esquema de apostas
13 agosto 2026 às 11h39

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A Polícia Federal investiga a relação de uma Ferrari e de um Rolls-Royce ligados ao advogado Nelson Wilians com o esquema de lavagem de dinheiro e sonegação fiscal investigado na Operação Arena, deflagrada nesta quinta-feira, 13. Diferentemente da informação divulgada inicialmente pela própria PF, os dois veículos não foram apreendidos durante a operação.
Os carros foram filmados por agentes durante o cumprimento das medidas, mas a relação deles com os recursos investigados ainda está sendo apurada. A Justiça determinou o bloqueio de parte do patrimônio relacionado ao caso, porém os dois veículos não foram incluídos na medida.
Caso as investigações comprovem que os automóveis foram adquiridos com recursos provenientes do esquema, eles poderão ser alvo de medidas judiciais posteriormente.
Operação investiga lavagem de dinheiro
A Operação Arena apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro e sonegação fiscal relacionado à exploração ilegal de apostas esportivas. Segundo as investigações, mais de R$ 1 bilhão em patrimônio teria sido identificado como relacionado ao esquema.
Entre os bens que aparecem nas imagens da operação estão uma Ferrari avaliada em aproximadamente R$ 4 milhões e um Rolls-Royce cujo valor é estimado em pelo menos R$ 5 milhões. Os veículos teriam pertencido ao advogado Nelson Wilians.
A investigação aponta que recursos obtidos ilegalmente por meio de apostas esportivas teriam sido enviados para a Pixstar, uma empresa offshore sediada em Curaçao.
Segundo a apuração, posteriormente o dinheiro teria retornado ao Brasil por meio de empresas de fachada. Para dar aparência de legalidade às operações, teriam sido utilizadas notas fiscais falsas referentes a serviços que, de acordo com os investigadores, nunca foram efetivamente prestados.
Além da lavagem de dinheiro, a PF aponta possíveis crimes relacionados à sonegação fiscal. O esquema também teria provocado concorrência desleal e contribuído para o fortalecimento de redes criminosas.
As investigações continuam para identificar a origem dos recursos utilizados na aquisição dos bens e esclarecer a eventual participação dos veículos no esquema.
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