PF investiga fraudes em fundos de pensão da Caixa, BB, Petrobras e Correios

Mais de 500 agentes participam da ação que visa desbaratar grande esquema — foram bloqueados mais de R$ 8 bilhões de investigados

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta segunda-feira (5/9), a Operação Greenfield, que investiga crimes de “gestão temerária e fraudulenta” em quatro dos maiores fundos de pensão do País: Funcef (Caixa Econômica Federal), Petros (da Petrobras), Previ (do Banco do Brasil) e Postalis (dos Correios).

Ao todo, 560 policiais federais cumprem 127 mandados judiciais expedidos nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina e Amazonas, além do Distrito Federal.

A Justiça determinou ainda o sequestro de bens e o bloqueio de ativos e de recursos em contas bancárias de 103 pessoas físicas e jurídicas que seriam integrantes do esquema, no valor aproximado de R$ 8 bilhões.

De acordo com a PF, as investigações começaram a partir de dez casos investigados que revelaram déficits bilionários nos fundos de pensão. Entre esses, oito são relacionados a investimentos realizadas de forma temerária ou fraudulenta pelos fundos de pensão, por meio dos FIPs (Fundos de Investimentos em Participações).

O esquema funcionara em núcleos interligados: um empresarial, um dirigente de fundos de pensão, um de empresas avaliadoras de ativos e um de gestores e administradores dos FIPs. Os investigados responderão por crimes contra o Sistema Financeiro Nacional.

A operação conta com o auxílio técnico do Ministério Público Federal, da Superintendência Nacional de Previdência Complementar e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Rombo

Em 2015, de acordo com dados oficiais, o déficit acumulado dos quatro maiores fundos de pensão de estatais ultrapassou R$ 45 bilhões.

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