PF deflagra operação para apurar vantagens da JBS no mercado após delações

Justiça expediu três mandados de busca e apreensão e quatro mandados de condução coercitiva

Joesley Batista durante depoimento à PGR | Foto: Reprodução

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta sexta-feira (9/6), operação para apurar se houve uso indevido de informações privilegiadas por parte da JBS e uma subsidiária em transações de mercado financeiro ocorridas entre abril e maio de 2017.

Coordenada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a ação cumpre três mandados de busca e apreensão e quatro mandados de condução coercitiva, expedidos, a pedido da PF, pela 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo, na sede da empresa.

Segundo comunicado da PF, o inquérito policial foi instaurado em 19 de abril, após a corporação ter conhecimento do Comunicado ao Mercado nº 02/2017 da CVM, que tornou pública a instauração de cinco processos administrativos para apuração desses fatos.

A investigação, que recebeu o nome de Tendão de Aquiles, apura dois eventos: a venda de ações de emissão da JBS na bolsa de valores, por sua controladora, a empresa FB Participações, no final do mês de abril, em período concomitante ao programa de recompra de ações da empresa, reiniciado em fevereiro de 2017; e a compra de contratos futuros de dólar na bolsa de futuros e a termo de dólar no mercado de balcão, entre o final de abril e meados de maio de 2017.

Há indícios de que tais operações ocorreram com o uso de informações privilegiadas, após o acordo de delação premiada dos irmãos e donos da JBS, Joesley e Wesley Batista, gerando vantagens indevidas no mercado de capitais num contexto em quase todos os investidores tiveram prejuízos financeiros.

A PF e a CVM atuam em cooperação desde 2010, quando foi firmado um acordo de cooperação entre as duas instituições, com o fim de combater atos ilícitos contra o mercado de capitais.

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