Petistas tratam com desdém rumores sobre “ultimato” do PMDB

A possibilidade da estipulação de um prazo para o PT não é levada a sério pelos copartidários da presidente Dilma Rousseff, já que, como destacam, o PMDB sequer possui uma pré-candidatura oficial. “Querem que sejamos vice de quem?”, questionam

A definição de um prazo para que o PT se manifeste se apoiará ou não o candidato do PMDB ao governo nas eleições deste ano ainda não chegou a ouvidos petistas. Pelo menos é o que informaram ao Jornal Opção Online fontes ligadas ao pré-candidato do PT, Antônio Gomide, e o próprio presidente do partido, Ceser Donisete. A possibilidade da estipulação desse prazo, inclusive, não é levada a sério pelos copartidários da presidente Dilma Rousseff, já que, como destacam, o PMDB sequer possui uma pré-candidatura oficial. “Querem que sejamos vice de quem?”, questiona um petista.

O prazo estabelecido pelos peemedebistas foi definido em uma reunião na manhã desta segunda-feira (2/6) na sede do partido, em Goiânia. Em entrevista ao Jornal Opção Online, o presidente do PMDB, Samuel Belchior ressaltou que no dia 9 ocorrerá uma reunião com os representantes do PT para deliberar sobre o apoio, sendo que no dia 10 o PMDB de Goiás votará em bloco pela continuidade ou não da aliança entre as duas legendas em âmbito nacional.

Ceser Donisete pontua que o PT e o PMDB continuam com as pretensões de manterem uma união nestas eleições — senão em primeiro turno, ao menos no segundo –, mas destaca que o PT tem candidato próprio e não está disposto a bancar a vice, menos ainda em um cenário sem qualquer concretude.

“O PT tem candidato e estamos trabalhando para nos viabilizar. O mais sensato neste momento seria eles nos apoiarem, já que nem candidato eles têm”, disse Donizete. Ele também afirma desconhecer qualquer conversa no sentido de o PMDB goiano conjecturar não apoiar a reeleição de Dilma no caso de o PT não sustentar a candidatura de um peemedebista.

O petista contou ter se reunido com Belchior na última semana e ressalta que, apesar de ínfimas as chances de um acordo para o primeiro turno, eles têm trabalhado para manter a unidade da oposição. “Não há dúvidas de que se o candidato do PMDB for para o segundo turno nós vamos apoiá-lo, da mesma forma que eles vão nos apoiar caso um candidato do PT chegue lá”, pontua.

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