Percentual de alunos nas salas de aula não deve mudar em Goiânia: “Maior limitador é o espaçamento”, diz presidente do SEPE

Prefeitura autorizou por meio de decreto na última terça-feira, 22, que escolas particulares aumentem o número de alunos nas salas de aula de 30% para 50% da capacidade normal

Sala de aula em Goiânia | Foto: Ângela Macário


A Prefeitura de Goiânia autorizou em decreto da última terça-feira, 22, que escolas particulares aumentem o número de alunos nas salas de aula de 30% para 50% da capacidade normal. As instituições de ensino podem ter metade dos alunos presencialmente nas salas de aula, porém, o distanciamento de 1,5 metro entre si foi mantido.

O presidente do Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino do Município de Goiânia (SEPE), Flávio Roberto de Castro disse ao Jornal Opção, que essa foi uma decisão por parte da Secretaria de Saúde junto com a Prefeitura. “Mas, esse aumento de percentual não vai acontecer na proporção que as pessoas estão imaginando, porque não se  mudou o espaçamento entre os alunos. Se mantém o espaçamento de 1,5 metros, tem uma restrição pela dimensão da sala. A não ser que haja salas maiores, para que aumentasse o número de alunos nós teríamos que ter salas maiores. Com o espaçamento de 1,5 metros vai ser muito difícil, raramente vai conseguir chegar a 50% da capacidade”, explica.

Flávio cita que a sala padrão tem 50 metros quadrados, tendo que tirar 2,5 metros para o professor. “Com o espaçamento de 1,5 metros cada aluno ocupa 2,25 metros quadrados. Se dividir 47,5 por 2,25 vai dar mais ou menos 19 alunos, em uma sala que normalmente é de 50 metros. A realidade das salas não são salas tão grandes, então, mesmo estando liberado que o percentual pode chegar a 50% , dentro da realidade das salas de aulas que nós temos a dimensão de 1,5 metros que não vai permitir esse aumento em percentual para chegar em 50%. Somente nas salas maiores. Isso não modifica o cenário que temos hoje”, complementa.

Sistema de revezamento

Para Flávio  o sistema de revezamento entre alunos deve continuar. “Isso vai ter que continuar como a gente não consegue trazer todos os alunos, o que é tido como ensino híbrido vai continuar acontecendo, até que chegue em um espaçamento de 1 metro por aluno, ai sim voltaremos a estar autorizado a ter a mesma capacidade de atendimento”, pontua.

“Na educação infantil tem salas de 30 metros quadrados, no ensino fundamental tem de 40 metros quadrados e no ensino médio salas de 50 metros quadrados ou até de 60. São poucas as salas que vão chegar, com a limitação do espaçamento, ter condição de colocar metade dos alunos. O maior limitador é o espaçamento”, avalia.

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