Pedro Chaves: “Ainda é cedo para afirmar que o PMDB apoiará o impeachment”

Para deputado federal e presidente da comissão provisória do PMDB goiano, momento é de esperar repercussão das declarações ao longo do dia

Deputado Pedro Chaves durante entrevista ao Jornal Opção, em 2014 | Foto: Renan Accioly

Deputado Pedro Chaves durante entrevista ao Jornal Opção, em 2014 | Foto: Renan Accioly

Ao comentar a carta enviada pelo vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), à presidente Dilma Rousseff (PT) na noite do último domingo (7/12), o deputado federal goiano Pedro Chaves (PMDB) disse que ainda é cedo para fazer qualquer avaliação sobre o posicionamento do partido no processo de impeachment aceito na semana passada pelo presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

De acordo com Pedro Chaves, que é também presidente da comissão provisória do PMDB estadual, as declarações de Temer na carta criam “um certo distanciamento” entre a sigla e o governo federal.

“Depois que o vice-presidente articulou com o Congresso a aprovação do ajuste fiscal, a presidente deixou de escanteio o Temer”, declarou.

Pedro Chaves é um dos dois deputado eleitos à Câmara Federal pelo PMDB goiano. O outro é Daniel Vilela, que, inclusive, foi escolhido para ocupar uma das seis vagas do partido na comissão que analisará o pedido de impeachment.

Para Chaves, os 11 pontos apresentados pelo vice-presidente na carta são fatos incontestáveis que realmente aconteceram. “Vejo como um desabafo por ele ter se sentido desprestigiado como ex-presidente da Câmara (dos Deputados). Ele poderia fazer a ponte do governo com o Congresso.”

Como a divulgação da carta aconteceu na noite de segunda-feira, o deputado disse entender que é preciso aguardar a repercussão para fazer um comentário mais acertado sobre os desdobramentos do conteúdo das declarações dadas por Temer à presidente Dilma.

“Vamos esperar até o final do dia para saber o que pode acontecer a partir do desabafo do vice-presidente”, afirmou Pedro Chaves.

“Decorativo”

Na carta, o vice-presidente Michel Temer se define como um “vice decorativo” por ter sido ignorado e pela falta de confiança da presidente Dilma Rousseff na sua pessoa e na aliança do PMDB com o Executivo nacional.

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