A defesa de Eurípedes Gomes Júnior, presidente licenciado do Solidariedade, entrou com pedido de prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, a fim de evitar cumprimento da atual pena de prisão preventiva. O pedido, entretanto, foi negado pela Justiça. Eurípedes esteve foragido por três dias, devido a suposto envolvimento com casos de desvio de fundos partidários, e se entregou à Polícia Federal (PF) no último sábado, 15. 

No último domingo, 16, o político passou por audiência de custódia e realizou exame de corpo de delito. Atualmente, o ex-presidente do Solidariedade está em uma cela da Superintendência da PF, em Brasília.  Está prevista a transferência do antigo gestor partidário para o complexo penitenciário da Papuda, também no Distrito Federal. 

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Presidente do Solidariedade, Eurípedes Júnior se entrega à Polícia Federal

À Agência Brasil, a defesa do antigo gestor partidário afirmou que irá provar a inconsistência das provas que levaram à determinação de prisão preventiva, e também a total inocência do político nos casos em pauta. O Jornal Opção entrou em contato com os advogados de Eurípedes para novas  declarações sobre o caso, mas não obteve resposta até o momento de publicação desta matéria. O espaço segue aberto. 

Fundo do Poço 

A PF deflagrou, na última quarta-feira, 12, a operação ‘Fundo do Poço’. O foco desta ação é investigar desvio e uso inapropriado de verba eleitoral dos fundos partidários do Partido Republicano da Ordem Social (Pros), partido incorporado ao Solidariedade, em 2023. Ao todo, foram sete mandados de prisão preventiva, 45 de busca e apreensão (em SP, no DF e GO), além do bloqueio de R$ 36 milhões, e sequestro judicial de 33 imóveis. 

Apurações da PF mostram que, durante o pleito eleitoral de 2022, foram desviados aproximadamente R$ 36 milhões. À Agência Brasil, os investigadores revelaram que a lavagem de dinheiro acontecia “por meio da constituição de empresas de fachada, aquisição de imóveis por meio de interpostas pessoas e superfaturamento de serviços prestados aos candidatos laranjas e ao partido”. 

Os crimes investigados, dos quais Eurípedes Júnior é um dos principais suspeitos, são: organização criminosa, lavagem de dinheiro, furto qualificado, apropriação indébita, falsidade ideológica eleitoral e apropriação de recursos destinados ao financiamento eleitoral. 

Posicionamento 

O partido Solidariedade Nacional publicou nota informando pedido de licença por período indeterminado do gestor. A sigla reforça a legalidade da medida e não menciona o envolvimento de Eurípedes com as investigações ligadas ao desvio de verba partidária. “Essa solicitação é compatível com o estatuto partidário”, afirmam. Na sequência, é informado que o então vice-presidente, o deputado federal Paulo Pereira da Silva, assume o comando nacional da sigla. 
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