Pedido de condução coercitiva contra Lourival Louza é formalizado nesta sexta

Documento deve ser protocolado no Fórum Criminal. Empresário foi citado em comissão que investiga supostas irregularidades na emissão de alvarás de construção na capital

Apenas Paulo Silas (à dir.) prestou depoimento nesta sexta | Foto: Gerônimo Jr./Rádio 730

Apenas Paulo Silas (à dir.) prestou depoimento nesta sexta | Foto: Gerônimo Jr./Rádio 730

Deve ser protocolado na tarde desta sexta-feira (11) no Fórum Criminal de Goiânia, no Setor Jardim Goiás, o pedido para que o empresário Lourival Louza, dono do Grupo Flamboyant, seja conduzido coercitivamente para depor à CEI das Pastinhas.

Louza já se negou a ir à Câmara Municipal de Vereadores três vezes. O nome dele é citado em um dos processos investigados pela CEI, que apura supostas irregularidades na emissão de alvarás de construção durante a gestão do ex-prefeito Iris Rezende (PMDB), entre 2007 e 2010.

O proprietário da Construtora Merzian, Malkon Merzian, também era esperado para depoimento nesta sexta-feira. Contudo, a CEI não conseguiu notificá-lo pessoalmente pela segunda vez, pois, o empresário teria alegado que estaria “acamado”. Apenas Paulo Silas, ex-sócio da J. Virgílio Imóveis, fez oitiva.

Na reunião de hoje foi apresentado comprovante de compra de passagem aérea de Merzian, da empresa GOL, para São Paulo. A diretoria da construtora foi notificada. Segundo o presidente da CEI, Elias Vaz (PSB), essa será a última vez que sua assessoria tentará notificá-lo. “Depois, vamos pedir à Justiça que ele seja conduzido coercitivamente.”

Novos documentos

O Jornal Opção Online apurou que na quinta-feira (10) a Secretaria Municipal de Planejamento Urbano e Habitação (Seplanh) enviou à presidência da CEI novos documentos, ainda não analisados.

Os processos teriam sido reprovados pelos analistas, mas mesmo assim conseguiram os alvarás de construção. Eles se somam ao 31 que já foram ou estão sendo avaliados pela comissão.

Diligências

Na reunião desta sexta-feira também foi aprovada a realização de visitas a empreendimentos investigados na CEI. O local não foi definido, mas a primeira conferência in loco está agendada para o próximo dia 16, às 14 horas. Os vereadores querem saber se existem obras em andamento com alvará de construção vencidos — o prazo legal após a emissão é de dois anos.

Outro ponto a ser inspecionado é se os canteiros de obras têm as devidas licenças ambientais prévias ou permanentes — estas emitidas após um ano do início da construção. Caso as empreiteiras não tenham os documentos, a autorização para levantar edifícios pode ser cassada.

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.