Paulo Garcia se nega a prestar contas na Câmara por “falta de segurança”

Prefeito petista avisou por meio do líder do governo que não iria à Comissão Mista e deve ser acionado por crime de responsabilidade

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Fotos: Marcello Dantas

O prefeito Paulo Garcia (PT) informou, por meio do líder do governo, vereador Carlos Soares (PT), que não irá prestar contas do terceiro quadrimestre de 2014 na manhã desta segunda-feira (13/4).

Mesmo convocado pela Câmara Municipal de Goiânia, o petista optou por não comparecer à sessão da Comissão Mista. A justificativa é de que “teme” por sua “segurança”, já que as galerias e o Plenário — onde seria realizada a prestação — estão lotados de servidores municipais e grevistas.

Presidente da comissão, vereador Thiago Albernaz (PSDB), subiu à tribuna para “lamentar” a decisão do prefeito, mas afirmou que “ainda aguarda um posicionamento formal da Prefeitura”.

“A não presença do chefe do Executivo de Goiânia implica crime de responsabilidade, infração política e administrativa. Tomaremos as medidas cabíveis”, informou o tucano.

O vereador Elias Vaz (PSB) assumiu a palavra para tecer duras críticas a Paulo Garcia e, inclusive, sugeriu que “se ele tem medo de enfrentar a sociedade, que renuncie”. Além disso, o pessebista rebateu a justificativa de falta de segurança. “É inadmissível ele dizer que se sente ameaçado aqui. São pessoas de bem, trabalhadores, que estão aqui reivindicando seus direitos”, finalizou.

Djalma Araújo (SD) também foi duro em seu discurso: “Paulo Garcia precisa tomar vergonha na cara e devolver o que foi retirado dos servidores”. E completou: “A origem dessa crise vem da administração de Iris Rezende (PMDB) e ele não tem coragem de falar”.

Resposta

Por meio de nota, a Prefeitura de Goiânia não informou os motivos pelos quais o prefeito não compareceu à sessão, restringindo-se apenas a dizer que “a prestação de contas que o prefeito Paulo Garcia faria hoje ao Poder Legislativo foi adiada em comum acordo com a presidência da Câmara Municipal”.

O comunicado informa, ainda, que uma nova data será definida “pelos dois poderes”.

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