De acordo com o prefeito de Goiânia, desafetação das sete áreas públicas incluídas na proposta encaminhada à Câmara Municipal é importante para cobrir dívidas previdenciárias deixadas por administrações anteriores à do petista

Prefeito atribui dívida com Instituto de Previdência a administrações passadas | Foto: Alexandre Parrode
Prefeito atribui dívida com Instituto de Previdência a administrações passadas | Foto: Alexandre Parrode

“As conjunturas são variáveis a cada época. Eu não gosto de fazer críticas ou tecer críticas a administrações anteriores. Muito provavelmente elas fizeram o máximo dos seus esforços. Cabe a mim fazer o que me compete.” A declaração foi dada na manhã desta terça-feira (26/1) pelo prefeito Paulo Garcia (PT) sobre a dívida, segundo ele, adquirida por “administrações anteriores” da prefeitura com o Instituto de Previdência dos Servidores Municipais (IPSM).

O prefeito, que prefere não culpar os gestores municipais que ocuparam o cargo antes dele pela dívida da prefeitura com o IPSM, explicou que o projeto de lei que prevê a desafetação de sete áreas públicas não se trata de uma tentativa de vender imóveis do Município.

“O projeto nos permite desafestar essas áreas e transferir do Executivo para o Instituto de Previdência Municipal, portanto, garantindo a aposentadoria de futuros trabalhadores e trabalhadoras municipais”, descreveu a proposta o prefeito Paulo Garcia.

De acordo com o petista, a prefeitura tem hoje dois fundos. Um deles, criado na gestão de Paulo Garcia, teria um superávit de quase R$ 0,5 bilhão, recursos que estariam aplicados. “O fundo que perpassou administrações anteriores não recolheu os recursos necessários para que esse fundo estivesse com seus dados atuariais atualizados.”

Por isso, o prefeito afirmou que é necessária a desafetação das sete áreas para quitar dívidas contraídas por gestões anteriores à dele com o IPSM.

Na Câmara

A Comissão de Habitação, Urbanismo e Ordenamento Urbano da Câmara Municipal realizou uma reunião na manhã desta terça-feira para discutir a proposta do Executivo. Dos sete integrantes, apenas o presidente da comissão, vereador Pedro Azulão Júnior (PSB), e o líder do prefeito na Casa, o vereador Carlos Soares (PT), participaram da reunião.

Os parlamentares Felisberto Tavares (PR), Jorge do Hugo (PSL), Paulo da Farmácia (PROS), Tayrone Di Martino (PSDB) e Denício Trindade( PMDB) não compareceram à reunião da comissão.

Por 15 votos a favor e 11 contra, o projeto de desafetação das sete áreas foi aprovado em primeira votação na Câmara na autoconvocação do dia 15 de janeiro.

O presidente da comissão informou que deve convocar outra reunião para discutir o projeto na sexta-feira (29).

Combate à dengue

O prefeito Paulo Garcia comentou o projeto do Executivo durante lançamento da força-tarefa para combater o mosquito Aedes aegypti, iniciada na região Sul de Goiânia, nos bairros Jardim América e Parque Amazônia. A prefeitura quer visitar 29 mil imóveis da capital nessa ação da Secretaria Municipal da Saúde (SMS).

Responsável por transmitir os vírus zica, Chikungunya, da dengue e febre amarela, o combate ao mosquito será feito em dois dias pela prefeitura com agentes municipais de quatro pastas – SMS, Secretaria de Infraestrutura e Serviços Públicos (Seinfra), Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg) e Secretaria de Trânsito, Transporte e Mobilidade (SMT).

“O poder público, o governo federal, o governo estadual e os governos municipais estão se unindo num esforço coletivo sobre-humano para percorrer cada unidade habitacional dos espaços urbanos”, explicou Paulo Garcia.

Dados da SMS

Segundo o último boletim da SMS, já foram registrados 1.143 casos de dengue apenas em 2016. Os números ultrapassam o limite de alerta, caracterizando epidemia no município. Já de vírus zika, em 2015 e 2016, foram registrados 47 casos suspeitos e três foram confirmados na Capital. Além disso, 30 casos de microcefalia estão sob investigação para associação com infecção pelo vírus zika.