Paulo de Jesus: “Marconi está à vontade para readequar o Estado”

Governador tem dito que não prometeu cargos para a base aliada em seu quarto mandato. Presidente do PSDB em Goiás acredita que siglas serão ouvidas

Paulo de Jesus disse que passo número um é fazer a a reforma administrativa | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

Paulo de Jesus disse que primeiro passo é fazer a reforma administrativa | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

A reestruturação do Estado para melhorar a prestação de serviços em áreas prioritárias da administração pública é considerada a principal demanda do quarto mandato do governador Marconi Perillo (PSDB). A análise é do presidente estadual do partido tucano, Paulo de Jesus.

A pouco menos de dois meses do fim da atual gestão, foram iniciadas as conversas para definir os novos integrantes do governo. Após o segundo turno, Marconi Perillo tem dito que agora está mais independente para escolher seus novos auxiliares — inclusive com certo distanciamento da base aliada.

“Ele sabia que, para ganhar [as eleições deste ano] e governar, era preciso firmar alianças. E isso aconteceu de acordo”, avaliou Paulo de Jesus. Para o dirigente, o governador está “à vontade” para formar o corpo do secretariado, tendo como base o novo formato de governo a ser implementado.

Questionado se não haverá dificuldades para escolher novos secretários e fazer possíveis fusões de pastas sem o aval da base de sustentação, o presidente argumentou que todos os partidos e apoiadores devem ser ouvidos. “Inclusive os dissidentes do PMDB, que ajudaram a eleger Marconi Perillo para o quarto mandato”, ressaltou.

Reduzir custos

A prestação de serviços públicos com mais qualidade está no plano de Marconi Perillo para os próximos quatro anos. Para isso, terá de investir mais em capacitação e reduzir o número de cargos comissionados no governo goiano. Para tal, terá de cumprir a lei estadual 18.286, aprovada na Assembleia Legislativa em dezembro de 2013, que estabelece a extinção de 3,3 mil servidores, dos 10 mil existentes, até o final deste ano.

Mais de mil já foram exonerados no dia 31 de dezembro de 2013, e outros 2.200 seriam desligados do Estado no dia 31 de dezembro próximo.

A partir da redução de gastos, as principais metas seriam a melhoria nos setores da segurança pública, educação e saúde, conforme informou Paulo de Jesus, alertando que, primeiramente, é preciso trabalhar pelo sucesso da reforma administrativa. “Agora, o governo está pronto e planejado. O que precisamos é fazer as readequações para aplicá-lo já no início do ano que vem”, previu.

Segundo ele, até o final de dezembro o novo panorama de comissionados e de secretariado estará definido. “A reforma será adequada ao novo projeto [de gestão], que quer gastar menos dinheiro com o governo e mais recursos com a população”, adiantou Paulo de Jesus.

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