Paralisação de quase 5 mil funcionários deixa Goiânia sem transporte público e presidente do SET rebate farsa

Os trabalhadores amanheceram de braços cruzados nas garagens, mas presidente do SET diz que fará o que for possível para que tudo volte ao normal até segunda-feira, 21

No terminal da Praça estava assim no início da manhã | Foto: Divulgação

O transporte coletivo de Goiânia amanheceu operando parcialmente, apenas a Metrobus que é do Estado está funcionando normalmente. As demais concessionárias Cootego, HP Transportes, Rápido Araguaia e Viação Reunidas amanheceram com as garagens paradas. Segundo informações do Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano e Passageiros da Região Metropolitana de Goiânia (SET), o motivo da paralisação é o não pagamento do 13º salário. Nos terminais praticamente não há ônibus circulando.

E acordo com o sindicato os motoristas estão nas garagens, mas de braços cruzados. Quase 5 mil funcionários do setor reclamam da falta de solução para o pagamento do 13º salário e do não pagamento do restante do mês de novembro. As empresas propuseram ao sindicato dos trabalhadores parcelar e não chegaram a um acordo, bem como pela falta de segurança se haverá recursos para o pagamento dos salários de dezembro das empresas que fazem parte do sistema de transporte público. As empresas não têm conseguido cumprir com as obrigações disse o presidente da SET, Adriano Oliveira.

Solução
As concessionárias estão trabalhando para que o serviço retome sua normalidade até segunda-feira. A crise no transporte coletivo em Goiânia se instalou desde o início da pandemia em março deste ano. Houve uma queda brusca na renda das empresas e elas não conseguiram adequar os custos.

Deseja que no máximo amanhã se interrompa essa paralisação e que segunda-feira dê segurança para o passageiro que vai funcionar. O Transporte é um serviço público e essencial. O Ministério Público entrou com uma ação para que os entes públicos pudessem entrar com aporte financeiro. O Estado apresentou um plano e já está pagando, as prefeituras de Goiânia e região Metropolitana não ajudaram em nada. “A única solução no momento é a adesão dos municípios ao plano emergencial. As outras medidas possíveis como negociação de dívidas já foram feitas”, afirma Adriano.

“Acredito que teremos uma solução rápida, mas não garanto que vá estar plenamente funcionando. Mas estamos trabalhando arduamente para que a operação esteja 100% na ruas da Capital e região metropolitana até segunda-feira, 21. Desejo que nas próximas gestões municipais haja um plano para que se mude o transporte coletivo e haja outras fontes de financiamento”, explica Adriano.

Em vídeo publicado nesta matéria do Jornal Opção , o diretor financeiro do Sindicoletivo diz que a paralisação é uma farsa provocada pelos empresários. Abaixo está o vídeo do presidente do SET, rebatendo a acusação.

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