Para tucanos Célio Silveira e Giuseppe Vecci, desemprego será o vilão em 2015

Parlamentares federais eleitos por Goiás avaliaram que medidas do governo federal estão causando arrocho econômico aos brasileiros. Para os goianos, cenário vai piorar

Célio Silveira (à esq.) e Giuseppe Vecci destacam que os carrinhos estão vazios nos supermercados | Foto: Alexssandro Loyola

Célio Silveira (à esq.) e Giuseppe Vecci destacam que carrinhos estão vazios nos supermercados | Foto: Alexssandro Loyola

Os deputados federais goianos Célio Silveira e Giuseppe Vecci (ambos do PSDB) alertaram sobre a piora na situação financeira do País, neste fim de semana. De acordo com os tucanos, a alta do preço dos combustíveis e da energia elétrica tem feito o consumidor sentir o peso da inflação nos seus rendimentos, principalmente os de baixa renda.

Segundo eles, o próximo vilão deverá ser o desemprego. As perspectivas são desanimadoras, conforme apontaram: a última edição do Boletim Focus, do Banco Central, estima inflação acima do teto da meta em 2015, chegando a 7,27%.

Uma pesquisa inédita do Instituto Data Popular, especializado na classe C, mostra que as compras vão minguar ada vez mais neste ano.

“Vejo essa situação com muita tristeza por saber que é a população mais pobre quem paga toda essa conta”, afirmou Célio Silveira. Além do aumento dos combustíves, o parlamentar criticou a alta no preço das passagens de ônibus.

Na opinião dele, o governo federal deveria cuidar dos recursos públicos de maneira ética e compromissada. “Só assim a inflação cai e o poder de compra da classe C e de todas as classes poderá melhorar”, sugere.

Já Giuseppe Vecci, ex-secretário de Gestão e Planejamento de Goiás, diz que o momento é crítico e o ano de 2015 não será fácil para os brasileiros. “Além da alta dos preços, que corrói o salário, há o fato de os produtos serem muito caros. Isso traz uma dificuldade maior de aquisição para o povo brasileiro”, avaliou.

Para ele, a combinação de inflação alta, baixo crescimento, desemprego, pouco investimento e carestia resulta em mais sacrifício para o cidadão.

Estudo

Conforme o Data Popular, a classe C tem renda média de R$ 2,9 mil e é mais atingida com a escalada dos preços.

O levantamento relata ainda que 47% dos entrevistados disseram comprar menos produtos no supermercado na comparação com os últimos seis meses. Para o futuro próximo, 45% dos entrevistados acreditam que vão comprar menos nos próximos meses.

*Com informações do PSDB na Câmara dos Deputados

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