Allan dos Santos tentou emplacar nome na Secretaria de Radiofusão, aponta PF

As investigações destacam o nome da advogada e comunicadora Júlia Zanatta, que foi candidata a prefeita de Criciúma (SC) pelo Partido Liberal nas eleições do ano passado

Allan dos Santos | Foto: divulgação


A Polícia Federal aponta no inquérito dos atos antidemocráticos, o blogueiro Allan dos Santos, que também é dono do portal Terça Livre, como alguém com trânsito entre parlamentares bolsonaristas e servidores de baixo escalão do governo federal. Assim, seu canal aberto seria usado para tentar emplacar um nome na Secretaria de Radiodifusão. Com intuito de usar o deputado Eduardo Bolsonaro, filho do presidente da República, Jair Bolsonaro, para ‘abrir portas’.

As investigações feitas pela  PF destaca o nome da advogada e comunicadora Júlia Zanatta, que foi candidata a prefeita de Criciúma (SC) pelo Partido Liberal nas eleições do ano passado. Ela teria trocado mensagens com Allan sobre o assunto.

Em reportagem do O Estado de S. Paulo a investigação indica ainda que Allan dos Santos entendia que a Secretaria Especial de Comunicação, chefiada na época pelo publicitário Floriano Amorim, era importante para o “alcance dos objetivos do canal Terça Livre“. Além disso, que as mensagens obtidas pela PF apontam que Eduardo Bolsonaro fez a ponte entre publicitário e o blogueiro, e chegaram a marcar encontros presenciais e trocar mensagens e ligações para discutir propostas do dono do Terça Livre para programas de rádio, programa de entrevista para a TV Brasil, documentários e programação infantil.

Ainda segundo a reportagem, no relatório parcial mais recente, elaborado em dezembro, a Polícia Federal chegou a afirmar que articulação de Allan transcende a “mera difusão de ideias”. A PF avalia que os “objetivos antidemocráticos” externados nos manuscritos apreendidos com Allan têm de ser interpretados em conjunto com o interesse em obter espaço junto à área de comunicação do governo federal.

Por meio das redes sociais, o blogueiro falou sobre o inquérito após a Procuradoria-Geral da República pedir o arquivamento da apuração em relação a parlamentares bolsonaristas por considerar que a Polícia Federal não conseguiu delimitar a investigação. “Os autos deste inquérito são provas de inúmeros crimes de abuso de autoridade cometidos por um membro da cúpula do Judiciário”, disse.

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