Tabelar gasolina não funciona, diz presidente da Petrobras ao defender lucro

Silva e Luna alega que alta nos preços reflete a política de paridade internacional e a valorização do dólar no mundo

Para presidente da Petrobrás, política de preços precisa continuar | Foto: Reprodução

No comando da Petrobrás há cinco meses e o primeiro militar desde 1989 a ocupar o cargo, o general Joaquim Silva e Luna disse, em entrevista para o portal UOL, que o aumento dos preços da gasolina e do gás de cozinha refletem o mercado internacional.

Segundo ele, o cidadão precisa entender as variáveis que envolvem essa questão. “É importante entender que a Petrobras não tem nem a capacidade nem a legitimidade para controlar os preços de combustíveis praticados no Brasil”, afirmou.

Desde o governo do Michel Temer, está em vigor a política de paridade internacional (PPI), em que os aumentos dos preços do petróleo refletem seu preço internacional e também o valor do dólar. Segundo Silva e Luna os preços devem ser respeitados, pois “se prevalecesse a decisão de tentar represar preços via Petrobrás, as outras empresas do setor iriam processar a companhia por preço predatório [artificialmente baixo] e venderiam seus produtos no exterior ou abandonariam o Brasil”.

Para o general, é justamente essa política que ajuda a manter o equilíbrio econômico da Petrobras. “O que evita o desabastecimento nos mercados e viabiliza o crescimento equilibrado da economia é justamente a aceitação de que os preços são determinados pelo mercado, não por ‘canetadas'”, afirmou.

Não só o dólar aumentou em 30% no ano de 2020, mas a inflação também tem acompanhado esse crescimento. Na semana do dia 8, a Petrobras anunciou um novo aumento em 7,2% nos preços de gasolina e gás de cozinha. Sobre isso, Silva e Luna alega que: “No Brasil, a gasolina não está barata. A inflação se acelerou. E há quem atribua a culpa à Petrobras. E não veem que, nesse ambiente caótico, graças à sua gestão eficiente, a empresa tem conseguido gerar lucro capaz de pagar suas dívidas, investir fortemente e pagar tributos e dividendos.”

O general ainda disse ao UOL que uma das consequências do aumento dos preços da gasolina seria a crise econômica gerada pela pandemia. “A redução da oferta global de energia fóssil, programada na eclosão da Covid, em 2020, e estimulada pelo voluntarismo excessivo da transição energética, tornou a energia muito escassa nesse momento de alta demanda, com a retomada da atividade pós-vacinação”.

* Com informações do portal UOL.

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