Para Lissauer, aprovação de uso do dinheiro dos depósitos judiciais engaveta proposta do RRF

Com a aprovação, governo estadual pode usar até 75% do dinheiro guardado pelo Judiciário, o que representa R$ 1,8 bilhão

Presidente da Alego, Lissauer Vieira, considera engavetado o projeto de recuperação fiscal | Foto: Felipe Cardoso/Jornal Opção

Para o presidente da Assembleia Legislativa de Goiás, Lissauer Vieira (PSB), a aprovação do uso dos depósitos judiciais pelo governo estadual engavetou o projeto de recuperação fiscal que tramitava na Casa e ainda era conversado no ambiente político. O dinheiro guardado pelo Judiciário de Goiás poderá ser usado pelo Executivo para pagar os precatórios, previdência dos servidores e amortizações de dívidas ativas. O estimado a ser usado pelo governo chega a R$ 1,8 bilhão, que representa o teto de 75% do valor parado.

“Demos um fôlego para o governo estadual”, diz Vieira, que conversa constantemente com a procuradora-geral do Estado, Juliana Diniz, sobre alternativas menos duras ao governo.

Incentivos fiscais

A CPI dos Incentivos Fiscais apura supostos excessos fiscais concedidos a empresários do estado e a venda de crédito outorgados. A investigação levou o governo a reduzir a quantidade de incentivos.

A medida da governadoria desagradou o presidente da Casa, que se posicionou contrário a retirada dos incentivos. “Sou contra retirar mais incentivos fiscais. Quando se tira o incentivo acarreta na perda de competitividade das empresas goianas. A CPI vai apurar excessos fiscais concedidos no governo passado e a cassação dos mesmos trará retorno financeiro ao cofre púbico estadual”, ressalta Vieira.

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