Para Dilma Rousseff, desoneração da folha de pagamentos é importante, mas precisa de ajustes

Durante viagem ao Uruguai, presidenta defendeu que o Brasil vai sair mais forte da crise econômica pela qual passa

Presidenta Dilma Rousseff conversou com jornalistas sobre a situação econômica do Brasil durante viagem ao Uruguai | Foto: Elza Fiúza/Agência Brasil

A presidenta Dilma Rousseff (PT) disse neste sábado (28/2) que a desoneração da folha de pagamentos é um instrumento importante “que vai permanecer” no país. “Agora, em certas conjunturas, tem de ser reajustado, ou para cima, ou para baixo. Agora, foi para cima” disse ao se referir à redução da desoneração da folha, anunciada nessa sexta-feira (27) pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy.

“O fato é que tanto o ministro como todos os setores estão comprometidos com uma melhoria das condições fiscais do país. Ela é, hoje, a desoneração da folha, uma realidade. O que nós garantimos é que haja um reajuste nas condições”, destacou.

Dilma desembarcou neste sábado no Uruguai, onde acompanha no domingo (1/2) a posse do novo presidente, Tabaré Vázquez, que assume o cargo em substituição a José Mujica. Em entrevista a jornalistas, perguntada se reconhece erros da política econômica adotada pela equipe anterior de governo, Dilma respondeu: “Quando a realidade muda, a gente muda”. A presidenta citou o exemplo dos recentes reajustes de tarifas de energia elétrica. “É impossível achar, por exemplo, que a tarifa de energia decorre de erros. A tarifa de energia decorre das chuvas. Quando aumenta a chuva, diminui a tarifa de energia”, exemplificou.

A Medida Provisória (MP) 669, publicada ontem no Diário Oficial da União, aumenta as alíquotas para 2,5% (para os setores que pagavam 1%) e para 4,5% (para as empresas que pagavam 2%). As mudanças entram em vigor em julho. A MP também permitiu que as empresas de cada setor beneficiado escolham se querem permanecer no regime especial ou se voltam ao sistema antigo, em que pagam 20% da folha de pagamento. O governo pretende economizar R$ 5,35 bilhões em 2015 com a medida.

Sobre a crise econômica, a presidenta disse que o país vai sair dela mais forte. “O Brasil tem fundamentos sólidos. Passamos dificuldades conjunturais e isso garantirá que o Brasil saia em outro patamar, podendo continuar a crescer, garantindo empregos que nós criamos e garantindo renda que nós conquistamos”.

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