Para Clécio Alves, Paulo Garcia “faz das tripas coração” para acabar com crise em Goiânia

*Colaborou Marcelo Gouveia

Segundo o presidente da Câmara, Goiânia não é a única capital do Brasil com problemas administrativos. “Me dê alguma capital que não esteja enfrentando dificuldades em todos os pontos de vista, principalmente financeiros”

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O presidente da Câmara Municipal de Goiânia, Clécio Alves (PMDB), saiu em defesa do prefeito Paulo Garcia (PT) durante o evento de inauguração da nova sede da Rede Record na capital. Na opinião de Clécio, Paulo Garcia é “um homem de bem” e “faz das tripas coração” para resolver os problemas no município.

“Não tenho dificuldade nenhuma de defender o homem, a pessoa, o médico Paulo Garcia. É um homem de bem, de índole boa, que tem Deus no coração”, afirmou Clécio. Segundo ele, Goiânia não é a única capital com problemas administrativos. “Me dê alguma capital do país que não esteja enfrentando dificuldades em todos os pontos de vista que podemos pensar, principalmente financeiros. Goiânia não é exceção.”

O peemedebista evitou se posicionar sobre o pedido de impeachment contra o prefeito protocolado por professores em greve na Câmara Municipal. Limitou-se a dizer que, se o pedido estiver dentro da legalidade, será apreciado pelo plenário. “O presidente não vota”, reforçou.

Ainda assim, ele frisou que percebe no prefeito a força de vontade para superar a crise e pontua que ele, enquanto presidente da Câmara, vai se empenhar pelo mesmo objetivo. “O poder Legislativo vai ter sua participação. Eu, enquanto presidente, estarei conversando com os vereadores para que possamos unir forças ao Executivo para que vençamos os obstáculos e as dificuldades. Tenho convicção que vamos vencer”, declarou.

Nesse sentido, ele destacou que a Câmara aprovou recentemente um projeto de lei, idealizado por ele, que visa a punição daqueles que estiverem em débito com a prefeitura. “Os inadimplentes de Goiânia juntos devem R$ 4,7 bilhões. A dificuldade da prefeitura é de R$ 300 milhões. Se os maus pagadores acertarem 30% do que devem, vamos resolver o problema financeiro da cidade e ainda sobra mais de R$ 1 bilhão para investir na cidade.”

Polêmica na Câmara

Na última quinta-feira (5/5), Clécio se colocou em meio a uma polêmica ao suspender a sessão na Câmara quando representantes dos servidores municipais da educação em greve falavam na tribuna. A atitude do presidente foi considerada abusiva pelos manifestantes, mas o peemedebista justifica que estava apenas mantendo a dignidade da Casa, já que os professores estariam usando o microfone para proferir palavras de baixo calão.

“Eles reclamavam que não eram recebidos pelo prefeito Paulo Garcia (PT). E então eles retornam com o encaminhamento que foi apresentado e se dirigem ao presidente do poder e a todos os vereadores com palavras de baixo calão, ofensas, ataques e adjetivos inadmissíveis, especialmente quando proferidos por professores”, declarou.

Ele justifica que, diante da situação, se viu na necessidade de suspender a sessão. Segundo Clécio, esse mesmo grupo foi responsável por atos de depredação quando a Câmara Municipal foi ocupada por servidores da mesma categoria em greve em outubro do ano passado.

“Eu tenho muito respeito por todos os professores e tenho convicção de que os professores de Goiânia são os melhores do Brasil. Defendo, respeito e abri a tribuna para que eles pudessem se manifestar democraticamente”, disse. “Agora, como chefe de poder, jamais poderia admitir a falta de respeito ao plenário e ao poder, que foi o que aconteceu. Então, em função disso, não tivemos outra alternativa senão suspender a sessão. Digo para você convictamente: não vou admitir falta de respeito com o poder Legislativo, com o plenário da Câmara e com os vereadores como aconteceu hoje.”

O vereador levantou a hipótese de que a mobilização desses servidores tenha fins puramente eleitoreiros. “Quero ver nas eleições se aqueles líderes não vão se candidatar a algum cargo eletivo”, pontuou. “Não tem outra explicação. Foram recebidos com respeito, democraticamente, e na hora que abrem a boca começam a atacar o Legislativo e os vereadores com palavras de baixo calão.“

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