Para aumentar popularidade, Temer quer dar dinheiro para samba

Presidente de República indica que poderá viabilizar R$ 13 milhões para o Carnaval de 2018 do Rio de Janeiro

O presidente Michel Temer cumprimenta o novo ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão Cruz | Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil

O presidente Michel Temer entrou mesmo na fase de “vale tudo” para se segurar no cargo. Depois da liberação de emendas parlamentares em volume gigantesco, agora ele indica que poderá injetar um aporte de R$ 13 milhões no carnaval do ano que vem no Rio de Janeiro.

Conforme reportagem da “Folha” nesta terça-feira (25/7), o peemedebista acenou positivamente às reivindicações das escolas de samba, em reunião com representantes das agremiações. As escolas reclamaram do corte de recursos por parte da prefeitura fluminense – o prefeito Marcelo Crivella vai cortar pela metade a subvenção que o município dá ao carnaval.

No encontro, no Palácio do Planalto, Temer pediu que o tema seja conduzido pelos ministros Sérgio Sá Leitão (Cultura) e Marx Beltrão (Turismo). A ideia do peemedebista é disponibilizar o montante por meio de patrocínios de empresas estatais, pela lei de incentivo à cultura ou por recurso orçamentários, previstos para as duas pastas.

O aceno ao carnaval do Rio tem componente político. Num momento de aperto orçamentário, em que o governo aumentou impostos para garantir o cumprimento da meta fiscal estipulada este ano, que prevê um déficit de R$ 139 bilhões, Temer resolver dar uma “mãozinha” ao carnaval de olhos numa possível melhora em sua baixíssima popularidade.

O recém-nomeado ministro da Cultura disse que a pasta fará “o que estiver ao seu alcance” para ajudar as escolas de samba. Sérgio Sá Leitão não soube dizer como será o modelo de financiamento. “O governo brasileiro reconhece a importância do carnaval e faremos o que estiver ao nosso alcance para que possa ocorrer em 2018 com ainda mais força e possa ser um dinamizador da economia brasileira.”

Os representantes das agremiações reclamaram da falta de recursos para ensaios e alegorias.

“O presidente disse que vai suprir os recursos que forem necessários. Nós pedimos uma intervenção federal no Carnaval do Rio de Janeiro”, disse o deputado federal Pedro Paulo (PMDB-RJ), que participou do encontro.

Pedro Paulo acusou o prefeito Marcelo Crivella de estar fazendo um “ataque frontal” à cultura do Rio de Janeiro e uma “covardia” ao colocar a população contra a festa popular.

Crivella fez um ajuste fiscal que atingiu as finanças de eventos da cidade. O prefeito vai cortar 50% – de R$ 2 milhões por escola para R$ 1 milhão – a subvenção que o município dá às escolas de samba do Rio de Janeiro, e diz que esses recursos vão para a educação.

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