Padre Ângelo Licate morre aos 91 anos

Após complicações decorrentes de uma cirurgia de úlcera, Licate faleceu na manhã desta sexta-feira, 27

A assessoria de comunicação da Associação dos Filhos do Pai Eterno (Afipe) confirmou o falecimento do padre Ângelo Licate, de 91 anos. Licate foi submetido recentemente a uma cirurgia de úlcera e devido a complicações foi a óbito na manhã desta sexta-feira, 27.

Ele, que desde a cirurgia permanecia internado, pertencia a Congregação Redentorista e deve ser velado no Santuário Basílica do Divino Pai Eterno —localizado no município de Trindade —  a partir do meio dia.

Convidado pelo padre Robson, Licate foi responsável pelo encerramento da festa em louvor ao Divino Pai Eterno de 2019. Veja o vídeo:

Em nota, a Associação dos Filhos do Pai Eterno (Afipe) lamentou a morte do padre. Veja:

O missionário redentorista Pe. Ângelo Licati: um sacerdote, uma história de vida e dedicação ao Pai Eterno que ficará marcada para sempre nos corações de quem acompanha a devoção ao Divino Pai Eterno. Aos 91 anos de idade, Pe. Ângelo morreu na manhã desta sexta-feira, 27. O velório acontece a partir das 13h, no Santuário Basílica do Divino Pai Eterno, em Trindade (GO).

Querido por muitos, Pe. Ângelo fez história em Goiás desde que chegou no Estado, em 1976. Com mais de 70 anos de vida consagrada e 67 de sacerdócio, ele vivia, atualmente, em Trindade (GO), onde exercia suas funções missionárias diariamente em atendimentos de confissões e celebrações de missas no Santuário Basílica e Igreja Matriz, o Santuário Velho.

Paulista, nascido em 26 de janeiro de 1928, filho de italianos, entrou para o seminário redentorista em 1938. Cursou Teologia em Roma, na Itália. Trabalhou por anos no Santuário Nacional de Aparecida, em São Paulo, onde foi prefeito da igreja e reitor. Em Goiás, foi missionário itinerante, Superior Vice-Provincial da Congregação dos Redentoristas, reitor do Santuário do Divino Pai Eterno por 17 anos e vigário paroquial no Santuário Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, a Igreja Matriz de Campinas, em Goiânia.

Um dos pioneiros e muito devoto, Pe. Ângelo foi um verdadeiro apaixonado pela Romaria do Divino Pai Eterno. Há mais de 50 anos, participava ativamente de toda a programação diária, a partir das 5h da manhã, com a Alvorada Festiva. O tradicional “Viva o Divino Pai Eterno!”, no momento do encerramento da Festa de Trindade, sempre foi entoado por ele, que dizia: “O meu ‘viva’ não sai só da boca, vem do coração. Venho trazendo a fé do coração até explodir na boca! Todo ‘viva’ que eu faço é uma adoração ao Pai Eterno”, afirmou.

Para o reitor do Santuário Basílica do Divino Pai Eterno, Pe. Robson de Oliveira, uma grande perda. “Pe. Ângelo e eu éramos grandes amigos. Meu incentivador, uma inspiração diária. Para todos nós, sacerdotes, ficará a saudade, os ensinamentos e a certeza de que o Pai Eterno já o acolheu em Sua misericórdia infinita. Seguimos firmes por aqui, tendo nosso querido Pe. Ângelo como espelho, para que possamos levar a mensagem de amor e fraternidade do Pai Eterno, assim como ele fazia e tanto se orgulhava”, declara o reitor.

Outra paixão do Pe. Ângelo era o Rio Araguaia, para onde organizou, por 53 anos ininterruptos, a caravana Cuiú-cuiú. Sempre após a Romaria do Divino Pai Eterno, confrades partem para a pescaria em momentos de descanso e confraternização.

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.