Paciente do HGG recebe nesta quinta-feira prótese mandibular produzida por impressora 3D

Danúbio Nogueira Fernandes, de 73 anos, perdeu 1/3 da mandíbula devido a um tumor cancerígeno. Após o tratamento químio e radioterápico, ele acabou por se excluir do convívio social por conta de sua aparência 

protese mandibula

Prótese que Danúbio está prestes a receber permite que o procedimento seja mais rápido, além de o material usado para sua confecção ter um custo mais em conta

Um paciente do Hospital Alberto Rassi – HGG recebe nesta quinta-feira (4/9) uma prótese mandibular que foi produzida por uma impressora 3D. A cirurgia reparadora se dá por meio do Programa de Tratamento de Deformidades Faciais (Proface) da instituição.

Danúbio Nogueira Fernandes, de 73 anos, perdeu 1/3 da mandíbula devido a um tumor cancerígeno. Profissional da área de marketing e publicidade, após o tratamento químio e radioterápico, Danúbio acabou por se excluir do convívio social. A mutilação facial dificultou a fala e a forma de se alimentar do paciente, sendo que a aparência também se tornou um empecilho.

Paciente Danúbio, ladeado pela equipe multidisciplinar do Proface, formada por profissionais da Fonoaudiologia, Fisioterapia, Nutrição, Psicologia, Assistência Social, Enfermagem e médicos

Paciente Danúbio, ladeado pela equipe multidisciplinar do Proface, formada por profissionais da Fonoaudiologia, Fisioterapia, Nutrição, Psicologia, Assistência Social, Enfermagem e médicos

Um dos responsáveis pela iniciativa, o cirurgião dentista Fernando Almas, explica que a prótese que Danúbio está prestes a receber permite que o procedimento seja mais rápido, além de o material usado para sua confecção ter um custo mais em conta. “Esse material tem um custo bem mais baixo que os demais, é biocompatível e bioinerte, além de não desgastar áreas receptoras como a base do crânio ou a parte remanescente da mandíbula”, detalha.

O plano de tratamento de Danúbio foi totalmente interdisciplinar, com objetivo de respeitar e valorizar as condutas e tratamentos individualizados. Por meio do Proface, ele foi acompanhado por profissionais da Fonoaudiologia, Fisioterapia, Nutrição, Psicologia, Assistência Social, Enfermagem e médicos.

O programa

Implantado em 8 de março de 2013, o Proface foi criado com o objetivo de atender de forma gratuita e integral a pacientes com deformidades faciais encaminhados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa foi possibilitada com a ajuda do Ministério Público de Goiás (MP-GO), a Associação de Combate às Deformidades Faciais (Reface) e o Instituto de Desenvolvimento Tecnológico e Humano (Idtech).

Em Goiás, existe uma demanda reprimida de cerca de 200 pacientes com deformidades faciais. O Proface tem buscado atender esta demanda no Centro-Oeste e vai incrementar o Serviço de Cirurgia Buco-maxilo-facial do HGG.

As cirurgias são realizadas no HGG e o acompanhamento multiprofissional de profissionais de odontologia, fonoaudiologia, nutrição e psicologia na sede da Reface, entidade sem fins lucrativos especializada nesse tipo de atendimento.

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