Oposição a Paulo Garcia fortalece presença de aliados no Blocão

Vereadores do PMDB e PT, bem como de partidos de sustentação do prefeito, estão na composição da oposição à presidência da Câmara 

Às vésperas do início da sessão que irá definir a nova mesa diretora da Câmara dos Vereadores de Goiânia, vereadores da oposição e do Bloco Moderado articulam na manhã desta quinta-feira (11/12) a permanência de aliados do prefeito Paulo Garcia (PT) no chamado Blocão.

O objetivo é fortalecer o grupo, que conta com 23 parlamentares. A chapa de Anselmo Pereira (PSDB) tem um petista, Tayrone de Martino, um peemedebista, Mizair Lemes Jr., e o também aliado do prefeito, o pastor Rogério Cruz, do PRB.

Para isso, se reúnem a portas fechadas na sala da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) e conversam em grupos em diferentes gabinetes. O entra e sai é intenso: enquanto Pedro Azulão Jr. (PSB) foi visto acompanhando Tatiana Lemos (PC do B), Edson Automóveis (PMN), da base, seguia para a sala do pessebista. Ao lado dele estavam os tucanos Geovane Antônio e Thiago Albernaz. Jorge do Hugo (PSL) e Divino Rodrigues (Pros), do Bloco Moderado, os escoltavam.

Quem acompanha as negociações de perto é o ex-vereador e deputado eleito pela base do governador Marconi Perillo (PSDB) Santana Gomes (PSL). Com a experiência de ter disputado uma eleição à presidência da Casa, ele relatou ao Jornal Opção Online que há união entre os vereadores. “O sentimento de grupo é muito grande. Mesmo se o Papa Francisco, a presidente Dilma Rousseff (PT) e o governador ligarem, não vão separar”, ironizou.

Conforme disse o novo deputado, a situação é crítica para Paulo Garcia, já que os aliados dele se sentem rejeitados. Por isso, o petista deve ficar atento. Caso perca a eleição, orientou Santana Gomes, o prefeito terá de recompor sua base. “E buscando apoio de amigos e inimigos. Se não, não vai conseguir aprovar nem projeto de alteração de nome de rua.”

Para garantir governança nos próximos dois anos, o articulador indicou que o petista também deverá pedir a Anselmo Pereira, caso seja eleito, que faça trabalho de base. Santana Gomes finalizou avaliando que o Blocão não quer atrapalhar o Poder Executivo, mas sim respeito ao Poder Legislativo.

A base aliada demonstra despreocupação até o momento: vereadores do PMDB, que tem a maior bancada, discutem matérias. Clécio Alves comanda a sessão, ao lado da líder do Governo, Célia Valadão. Denício Trindade, que deixou a Secretaria da Habitação para concorrer ao pleito, é outro que se movimenta. Outro nome do Paço Municipal na disputa, Carlos Soares, líder do PT, se reveza entre plenário e corredores.

A eleição será iniciada após o encerramento da sessão plenária de hoje, por volta das 12 horas. A possibilidade de os trabalhos serem suspensos e reabertos é comentada pelos vereadores. O próximo presidente da Casa irá ocupar a principal cadeira da Câmara no biênio 2016-2017.

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